Curitiba - A chapa de oposição à reeleição do governador Roberto Requião (PDMB) continua formalmente indefinida. Mas, nos bastidores a composição parece que já começa a tomar forma. Ontem, antes da abertura do debate do PDT que acontece até hoje em Curitiba para discutir uma eventual candidatura própria à presidência e as políticas de alianças nos Estados, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e o presidente estadual do partido, senador Osmar Dias, afirmaram que é quase certa uma coligação com o PPS tanto no Paraná quanto em nível nacional, assim como o apoio do PSDB e do PFL, mesmo que informais. Além destes, entrariam na possível chapa PV e PHS.
  ‘‘Ter um candidato forte como o Rubens (referindo-se ao presidente do PPS-PR e pré-candidato ao governo do Estado Rubens Bueno) facilita porque ele tem plena competência para entender que aliados são imprescindíveis’’, salientou Lupi. A afirmação não parece ser um recado para o PPS, já que segundo o próprio presidente do PDT as conversas entre os dois partidos já acontecem há bastante tempo. Osmar Dias também foi diplomático, porém mais enfático. ‘‘O PPS no Paraná tem um candidato forte. Temos que respeitar pela postulação do partido (PPS) de ter candidato. Mas se a legislação impõe regra (refereindo-se à verticalização) temos que conversar e decidir qual será o candidato’’, afirmou.
  O senador ressaltou ainda que sabe que tanto ele como Bueno querem ser candidatos ao governo do Estado, porém não vai colocar nenhuma imposição antes da reunião e espera que o PPS faça o mesmo. ‘‘Tenho certeza que o PPS vai querer manter a candidatura. É conversando que nos entendemos.’’ ‘‘O PPS não tem o direito de pedir que retiremos a nossa candidatura e nem nós temos o direito de pedir isso a eles’’, completou. Apesar das discussões sobre as alianças estarem avançando, Osmar Dias fez questão de salientar que tem até o dia 30 de junho para tomar uma decisão final e que, apesar de preferir que o dabate já tivesse sido encerrado, respeita o calendário do seu partido.
  Antes da possibilidade de coligar com o PPS, a espulação em torno de uma aliança do PDT, PSDB e PFL no Paraná tendo como cabeça da chapa o nome de Osmar Dias era bastante forte. Entretanto, o senador Cristovam Buarque assegurou ontem que mantém sua posição de sair canditado à presidência pelo partido. Isto inviabilizaria esta coligação no Estado por causa da verticalização. Diante disto, Lupi afirmou que o apoio tucano e pefelista podem acontecer no Paraná de maneira informal. ‘‘Já conversei com o PSDB e eles afirmaram que apóiam, mesmo informalmente’’, garantiu. Em troca, explicou o presidente do PDT, o partido apoiaria o senador Álvaro Dias para reeleição.

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