PDT e PPS devem sair juntos no Paraná
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sexta-feira, 05 de maio de 2006
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A chapa de oposição à reeleição do governador Roberto Requião (PDMB) continua formalmente indefinida. Mas, nos bastidores a composição parece que já começa a tomar forma. Ontem, antes da abertura do debate do PDT que acontece até hoje em Curitiba para discutir uma eventual candidatura própria à presidência e as políticas de alianças nos Estados, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e o presidente estadual do partido, senador Osmar Dias, afirmaram que é quase certa uma coligação com o PPS tanto no Paraná quanto em nível nacional, assim como o apoio do PSDB e do PFL, mesmo que informais. Além destes, entrariam na possível chapa PV e PHS.
Ter um candidato forte como o Rubens (referindo-se ao presidente do PPS-PR e pré-candidato ao governo do Estado Rubens Bueno) facilita porque ele tem plena competência para entender que aliados são imprescindíveis, salientou Lupi. A afirmação não parece ser um recado para o PPS, já que segundo o próprio presidente do PDT as conversas entre os dois partidos já acontecem há bastante tempo. Osmar Dias também foi diplomático, porém mais enfático. O PPS no Paraná tem um candidato forte. Temos que respeitar pela postulação do partido (PPS) de ter candidato. Mas se a legislação impõe regra (refereindo-se à verticalização) temos que conversar e decidir qual será o candidato, afirmou.
O senador ressaltou ainda que sabe que tanto ele como Bueno querem ser candidatos ao governo do Estado, porém não vai colocar nenhuma imposição antes da reunião e espera que o PPS faça o mesmo. Tenho certeza que o PPS vai querer manter a candidatura. É conversando que nos entendemos. O PPS não tem o direito de pedir que retiremos a nossa candidatura e nem nós temos o direito de pedir isso a eles, completou. Apesar das discussões sobre as alianças estarem avançando, Osmar Dias fez questão de salientar que tem até o dia 30 de junho para tomar uma decisão final e que, apesar de preferir que o dabate já tivesse sido encerrado, respeita o calendário do seu partido.
Antes da possibilidade de coligar com o PPS, a espulação em torno de uma aliança do PDT, PSDB e PFL no Paraná tendo como cabeça da chapa o nome de Osmar Dias era bastante forte. Entretanto, o senador Cristovam Buarque assegurou ontem que mantém sua posição de sair canditado à presidência pelo partido. Isto inviabilizaria esta coligação no Estado por causa da verticalização. Diante disto, Lupi afirmou que o apoio tucano e pefelista podem acontecer no Paraná de maneira informal. Já conversei com o PSDB e eles afirmaram que apóiam, mesmo informalmente, garantiu. Em troca, explicou o presidente do PDT, o partido apoiaria o senador Álvaro Dias para reeleição.


