PDT do Paraná se posiciona contra a CPMF
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sábado, 22 de setembro de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
O presidente do PDT do Paraná, senador Osmar Dias, afirmou ontem em Londrina que vai defender a posição do deputado federal Barbosa Neto, que votou contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ele pode ser expulso do partido por ter contrariado a Executiva Nacional, que deliberou pela defesa da continuidade da CPMF. O senador garantiu que a posição de Barbosa deverá ser seguida pelo PDT do Paraná, e disse esperar que até a votação chegar ao Senado, o partido já tenha liberado a bancada para votar de acordo com a convicção de cada um.
''O voto do deputado Barbosa Neto está em sintonia com a sociedade. Este é um imposto que desagrada a maioria dos brasileiros. Vou defender a posição e a permanência do deputado dentro do partido'', informou Osmar Dias, que coordenou o 1º Encontro Norte Paranaense do PDT, realizado no Recinto José Garcia Molina, no Parque de Exposições Ney Braga. O senador argumentou que ninguém pode ser expulso de um partido por defender o desejo da população, e lembrou que Barbosa - pré-candidato à prefeitura de Londrina - é uma liderança importante do PDT na região.
Barbosa Neto recebeu na última quinta-feira uma notificação assinada pelo presidente nacional da sigla, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, exigindo explicações por ter votado de forma contrária à posição do partido. Ao encerrar o seu discurso no encontro de ontem, o deputado observou que aquele poderia ser o seu último evento como membro do PDT. ''Vou lutar com todas as minhas forças para continuar no partido que escolhi'', disse Barbosa, que é filiado ao PDT desde 1990.
Em entrevista à FOLHA esta semana o deputado informou que, ao decidir o seu voto, se baseou no próprio estatuto do partido que prevê que o PDT é contrário ao aumento da carga tributária. Embora admita que uma expulsão da sigla agora seja um complicador, ele descartou sair da disputa pela prefeitura de Londrina, informando que buscaria outro partido.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), marcou seis sessões extraordinárias para esta semana para garantir a votação dos dez destaques e 65 emendas à proposta de prorrogação da CPMF e da Desvinculação de Receitas da União( DRU) até 2011.
Só depois desta etapa serão contadas cinco sessões para realizar o segundo turno de votação da CPMF na Câmara. Para aprovar a proposta, serão necessários, no mínimo, 308 votos favoráveis nesta segunda etapa. Em seguida, a proposta é remetida ao Senado - onde também precisa ser aprovada em dois turnos, com 49 votos favoráveis em cada um.


