O PDT gaúcho vive a pior crise desde a fundação do partido, em 1980. Cerca de 90 pessoas se desfiliaram e, hoje, será oficializado o apoio de José Vicente Brizola, filho mais velho do presidente nacional do partido, Leonel Brizola, ao candidato do PT à Prefeitura de Porto Alegre, Tarso Genro.
Tarso disputa com o pedetista Alceu Collares o segundo turno das eleições na capital gaúcha, situação que provocou a ruptura da aliança que os dois partidos mantinham no governo Olívio Dutra (PT).
Segundo o ex-pedetista Marcos Klassmann, um dos líderes da dissidência, aumentará o número de desfiliações. O filho de Brizola, que mora em uma estância da família no município de Durazno (Uruguai) e já foi deputado federal pelo PDT fluminense, formaliza seu apoio a Tarso.
Enquanto isso, Brizola faz campanha para Collares e evita falar sobre a aliança com o PT, preferindo deixar o tema para depois do dia 29 – data da eleição.
Há grande expectativa em relação ao comportamento, nos próximos dias, do vice-presidente do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) Sereno Chaise e da senadora pedetista Emília Fernandes.
De acordo com Klassmann, Emília já avisou que, na próxima terça, oficializará seu apoio a Tarso, o que poderá representar sua desfiliação do partido.
Sereno, uma das principais referências históricas do trabalhismo (era prefeito de Porto Alegre em 1964, quando foi cassado pelo regime militar, e é um dos principais amigos de Brizola) já se afastou do partido, mas foi para a Europa.
No próximo dia 26, três dias antes da eleição, ele retorna a Porto Alegre e poderá também formalizar seu apoio a Tarso. No Rio Grande do Sul, Sereno foi o articulador do PDT na aliança entre petistas e pedetistas.

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