PDT deve transferir decisão para a Executiva
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quarta-feira, 09 de junho de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O PDT realiza hoje sua convenção estadual para decidir seus candidatos e coligações para as eleições de 2010. Segundo o presidente do partido, Augustinho Zucchi, a única proposta que será analisada no encontro de hoje é de que a convenção delegue para a Comissão Executiva o poder de decisão. ''Antes da convenção nacional (que acontece no sábado, em São Paulo) não podemos decidir nada'', disse o senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato do PDT ao governo do Estado.
Segundo Osmar, é necessário que o PDT nacional ''defina as regras'' para as coligações nos Estados. ''A direção nacional já nos liberou para fazer aliança, mas não sabemos os detalhes'', completa Zucchi. A dúvida é se o partido irá liberar as executivas estaduais para apoiar outros candidatos à Presidência da República além de Dilma Rousseff (PT).
O presidente do PDT no Paraná diz que ainda estão na mesa duas possibilidades para o partido: tanto a da candidatura de Osmar ao governo quanto a coligação com o PSDB. A convenção do PDT paranaense é composto por 30 pessoas. Já a Executiva tem 11 integrantes.
Caso a convenção delegue a responsabilidade para a comissão, o PDT terá até o dia 30 de junho para decidir o destino do partido. No entanto, é possível que a novela pedetista se encerra ainda na semana que vem. Isso porque o PSDB realiza no próximo dia 19 sua convenção partidária. A ideia é que, se o senador decidir se coligar com os tucanos, essa decisão seja anunciada antes da festa de confirmação da candidatura de Beto Richa ao governo.
Enquanto isso o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) declarou ontem que a conversa com o PT não deve evoluir muito. ''O PT não quer negociar nada'', reclamou. ''Essa avaliação de que só nos elegemos é falsa'', completou o presidente do partido, Waldyr Pugliesi, em referência à proposta dos peemedebistas de fechar coligação na disputa proporcional com os petistas.
O presidente do PT no Paraná, Ênio Verri, afirma que o acordo seria um mal negócio para o partido. ''É matemática. O PMDB elegeria vários deputados e o que sobrasse ficaria com o PT. Isso poderia acabar com a bancada no PT no Estado'', disse.


