Pedro Livoratti
De Londrina
A comissão de ética do diretório municipal do PDT de Londrina acatou ontem pedido de providências formulado pelo filiado Aristeu Neves Rodrigues contra o vereador Orlando Bonilha (PDT), envolvido em denúncia de extorsão para barrar a aprovação da Comissão Processante (CP) contra o prefeito Antonio Belinati (PFL), em fevereiro.
Segundo o presidente do diretório, Arlindo Barbosa, todo o processo vai tramitar de acordo com estatuto do partido. O presidente da comissão de ética, Joel Garcia, informou que os membros da comissão têm oito dias para informar o vereador sobre o pedido de providências. Bonilha terá, a partir da notificação, outros oito dias para apresentar sua defesa à comissão.
Ontem de manhã, ao anunciar que estava renunciando ao cargo de presidente da CP, o vereador afirmou que considera a decisão do partido ‘‘precipitada’’ porque as fitas ainda precisam passar por perícia para comprovar sua autenticidade. ‘‘Não existe nenhuma prova contra este vereador’’, afirmou Bonilha. A investigação pode resultar na expulsão de Bonilha do partido.
Garcia disse que o vereador não é primário. Por duas ocasiões anteriores ele teria votado contra determinação partidárias, sofrendo sanções. Segundo o presidente da comissão de ética, o envolvimento do vereador nas denúncias apresentadas pelo prefeito no sábado representa violação da ética, do estatuto do PDT e do programa partidário.
Ainda segundo ele, o próximo passo é avaliar detalhadamente as gravações apresentadas pelo prefeito. ‘‘Certamente ele terá direito à ampla defesa. Mas queremos mostrar a todos que o PDT tem posição firme contra estas denúncias’’, afirmou Garcia.
O presidente estadual do PDT, Nelton Friedrich, afirmou ontem que cobrará providências rigorosas e rápidas dos membros do diretório de Londrina. ‘‘Vamos apoiar as iniciativas que estão sendo tomadas e recomendar a aplicação rígida do estatuto do partido’’, afirmou. ‘‘Estamos em processo de vigilância. Esta despoluição para nós é fundamental’’, reforçou Friedrich.
O diretório local do PMDB divulgou nota pedindo a continuidade dos trabalhos da Comissão Processante contra o prefeito, além da punição dos vereadores envolvidos nas denúncias. ‘‘O prefeito está sob suspeita. Sua autoridade e governabilidade não existem mais. Parte da Câmara, que fiscaliza o prefeito, o suspeito, também se encontra sob suspeição. Nesta hora quem fiscaliza quem?’’, questiona a nota emitida pelo PMDB.

mockup