Rio de Janeiro - A Executiva Nacional do PDT decidiu ontem romper com o governo Lula. A decisão foi tomada durante reunião no Rio. Os filiados que ocupam cargos no governo federal devem pedir exoneração, de acordo com o que ficou decidido na reunião. O pedetista com cargo mais alto no governo é o ministro das Comunicações, Miro Teixeira. Segundo o presidente do partido, Leonel Brizola, aqueles que permanecerem no governo sofrerão as punições previstas no estatuto do PDT, que vão de suspensão à expulsão.
''Há uma exigência do partido para que esses companheiros que estão no governo se afastem logo do governo Lula-PT'', disse Brizola. A reunião de quase quatro horas teve a participação de 213 membros da Executiva Nacional. Três votaram contra o rompimento, definido pelos dirigentes como ''independência'' do PDT em relação ao governo.
Segundo Brizola, o partido não dará ''apoio inconstitucional'' nem fará ''oposição sistemática''. Ao ser questionado se o partido ficaria isolado com a ruptura: ''Antes só, do que mal acompanhado''.
Além de Miro Teixeira, o PDT ocupa as presidências dos Correios (Aírton Dipp) e da Itaipu Binacional (Nelton Friedrich), e uma direção na Petroquisa (Vivaldo Barbosa).

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