Rio de Janeiro - Reunida ontem no Rio, a Executiva Nacional do PDT decidiu acelerar o processo de fusão com o PPS. O PDT já dá como certo que o novo partido lançará um candidato à Presidência em 2006 ''com chances de ganhar''. ''Ainda é muito cedo para falar de nomes, mas o senador Jefferson Peres (AM) já pôs o seu à disposição do partido. Ele é uma referência de seriedade no país'', disse o presidente do partido, Carlos Lupi.
No encontro nacional do partido, em 3 de dezembro, o tema será discutido com os 305 prefeitos eleitos pela sigla. Representantes do PPS participarão do evento, assim como delegados do PDT, oito dias depois, estarão no encontro nacional do PPS.
Em 10 de dezembro, três membros de cada partido se encontrarão para discutir as afinidades entre trabalhismo e socialismo e começar a pensar num programa comum. A Executiva distribuiu nota reafirmando o discurso de oposição ao governo Lula, linha que deverá ser seguida pelo partido que surgir da união com o PPS.
O presidente do PDT acredita que o novo partido já poderá nascer forte. Ele teria, hoje, 36 deputados federais, sete senadores e três governadores. ''Mas o partido seria o desaguadouro natural de muitas pessoas de PMDB e outras siglas que estão descontentes com o governo'', acredita Lupi. Nas eleições municipais, o PPS elegeu 306 prefeitos.

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