O Plano de Cargos e Salários (PCS) dos funcionários da Assembléia Legislativa do Paraná só sai no próximo ano. A informação é da mesa executiva da Casa. Há sete anos sem aumento, os servidores estão mobilizados na luta pela implantação do plano ainda neste ano, mas a direção do Legislativo afirma que não há condições financeiras para a viabilização do PCS.

Ontem, os funcionários acreditavam ter conseguido uma vitória. Eles estão coletando documentos internos, com o objetivo de provar que a Assembléia tem condições de colocar o plano em funcionamento em 2001. Entre os papéis, encontraram o protocolo com o nome de uma empresa Paraná Consultoria Empresarial e Municipal Ltda. que, conforme acreditam os servidores, seria a responsável pela elaboração de uma reforma administrativa.

Mas o primeiro-secretário da Casa, deputado Valdir Rossoni (PTB), disse que a empresa foi contratada apenas para prestar assessoria na área contábil. ''Precisamos implantar mudanças no sistema contábil, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal. Foi feito um estudo e estamos nos adaptando às alterações'', explicou.

Segundo os funcionários, o valor do serviço da empresa, contratada há cerca de três meses, é de R$ 74,5 mil. Duas parcelas já teriam sido pagas. ''Não temos nenhuma empresa elaborando plano de cargos neste momento. Ele será feito no ano que vem. Não há a possibilidade de sair este ano'', declarou o primeiro-secretário. O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), disse que pretende contratar uma universidade para elaborar o plano. Brandão quer contratar uma instituição que não tenha vinculação com o Legislativo.

Os servidores pretendem se reunir com Brandão nos próximos dias e conseguir, no mínimo, a promessa de que o plano seja implantado antes de março ou abril de 2002. Os servidores temem que, depois desse prazo, o PCS acabe esquecido, porque os deputados estarão envolvidos com as eleições, marcadas para outubro.

O deputado Irineu Colombo (PT) decidiu apoiar a exigência dos servidores, e prometeu apresentar em breve um projeto de resolução criando um PCS, que servirá, segundo o petista, como ''sugestão'' à presidência. Já Rossoni argumenta que o PCS não pode ser colocado em prática este ano porque os cofres do Poder Legislativo estão arcando com uma dívida com o INSS.

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