Mês em que pode ser votado mais um indicativo de greve, agosto será também a época em que o funcionalismo público de Londrina receberá a promoção por conhecimento na carreira. A iniciativa consta do Decreto 377 assinado esta semana pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), ante a solicitação de 2,3 mil servidores que apresentaram a titulação desde 2005. Pelos cálculos do Executivo, a promoção vai abranger pouco mais de 1,8 mil funcionários; pelas contas do sindicato que representa a categoria, o Sindserv, na prática serão 1.350 contemplados por conhecimento.
A promoção foi confirmada para agosto na última edição do Diário Oficial do Município, tanto às administrações direta quanto autárquica e fundacional, como forma de regulamentar uma lei aprovada em dezembro do ano passado na Câmara de Vereadores. A lei que prevê a promoção por conhecimento foi sancionada em abril de 2004, mas em fevereiro de 2005 acabou suspensa pelo prefeito, que alegou inviabilidade financeira.
Conforme o decreto, o resultado final da promoção será divulgado no próximo dia 27. Nos dias 3 e 4 de julho, os servidores que ficaram de fora da listagem divulgada ontem poderão interpor recurso pleiteando o benefício. A análise pela Secretaria Municipal de Gestão Públcia acontece de 5 a 26 de julho.
Segundo o secretário Jacks Dias, a promoção representará acréscimo de 10% a 15% no salário, ou R$ 500 mil mensais no caixa municipal. Mês passado, Dias e o próprio prefeito negaram qualquer possibilidade de um possível acréscimo ou reposição ao funcionalismo. ''Ano que vem queremos implantar a promoção por mérito, mas por ora é isso que temos. O gasto terá que ser absorvido de alguma forma, pois há que se cumprir a lei existente'', destacou, negando a viabilidade de índices para reposição salarial de 27% reivindicada pela categoria. Por que agosto? ''Obrigações legais, só isso. Tenho que fazer essa verba 'caber''', resumiu.
O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, não acredita no argumento da administração. Na opinião dele, a medida foi planejada ''tendo em vista a movimentação dos servidores para uma greve em agosto''. ''Além do mais, duvidamos que isso seja pago: prometeram ano passado, e suspenderam; fizeram acordo pelo fim da greve, e não cumpriram.''

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