A presença de manifestantes de várias categorias do funcionalismo público municipal de Londrina na sessão de ontem não intimidou o Plenário da Câmara, que, debaixo de vaias, xingamentos e diversas provocações pessoais, aprovou em primeiro turno a nova proposta do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
A discussão das alterações do PCCS dos mais de 7 mil servidores públicos recebeu apenas os votos contrários de Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e Marcelo Belinati (PP), além da abstenção de Sandra Graça (sem partido). Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Sandra teve na sessão de anteontem o parecer contrário da CCJ derrubado pela maioria dos colegas. O documento se opunha a supostas distorções salariais, como o citado Adicional por Responsabilidade Técnica (ART) de 70% sobre o salário concedido apenas a um grupo de 70 assistentes sociais. Nas galerias, funcionários da Educação e da Saúde acompanharam a votação, cientes de que a medida seria arquivada.
A maioria dos vereadores, liderada por Flávio Vedoato (PSC), recusou o pedido de suspensão da sessão para que o presidente do Sinderv, Marcelo Urbaneja, e representantes da chamada Força Comunitária, também nas galerias, pudessem se manifestar. O projeto foi aprovado.
Os xingamentos, vaias e palavras de ''vendidos'' e ''mensalão'' seguiram por um longo tempo, até o presidente da Casa, Orlano Bonilha (PL), pedir a intervenção dos seguranças. Dirigentes do Sindserv comandaram a retirada dos manifestantes. (J.G.)

mockup