A proposta do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do funcionalismo público municipal, chamada em regime de urgência, travou a pauta do dia por mais de quatro horas e arrastou a votação noite adentro na sessão da Câmara de Vereadores de Londrina. Pouco depois das 21 horas, o projeto foi aprovado com 63 emendas encaminhadas pelos vereadores de 13 emendas modificativas, passaram 10; das 52 aditivas, só duas foram retiradas; as três supressivas foram aprovadas.
As emendas foram analisadas pela assessoria jurídica da Casa e todas com o alerta de que tinham vício de iniciativa e aumento de despesa, mas sem indicação da fonte de recurso. Conforme funcionários do jurídico, foi ''insuficiente'' o tempo de uma única tarde para a análise em bloco de todas as modificações sugeridas pelos vereadores. Além do mais, o jurídico afirmou que ''a grande maioria das emendas vai contra os artigos 16 e 17 da lei de Responsabilidade Fiscal'', uma vez que não trazem consigo estudo de impacto financeiro. Servidores favoráveis e contrários à votação do PCCS protestaram das galerias e rivalizaram entre si com gritos de ordem.
A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), vereadora Sandra Graça (sem partido), se recusou a emitir parecer verbal às emendas, medida proposta pelo presidente da Mesa, Orlando Bonilha (PL). Integrante da base aliada ao prefeito Nedson Micheleti (PT) na Câmara, o petebista Sidney de Souza foi o indicado pelo membro da CCJ, Gláudio Lima (PT), para emitir os pareceres. ''As outras (emendas) eu passei os olhos; essa, ainda não'', disse Souza, ao ser indicado, referindo-se a mais uma emenda aditiva que era protocolada no momento por Roberto Fu (PDT).
Além do próprio PCCS, projetos em segunda discussão como o que prevê alterações no Código Tributário de Londrina e o que estabelece a concessão dos serviços de água e esgoto na cidade acabaram sendo atrasados. Apesar disso, a previsão ontem à noite era a de que a sessão seria a última do ano.

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