Pavan sai em defesa de operação
Pavan sai em defesa de operação
O diretor-presidente da Sercomtel S.A., Rubens Pavan, afirmou ontem que as investigações abertas pelo Ministério Público serão uma excelente oportunidade para esclarecer a operação da venda das 45% das ações da telefônica à Copel. Comentou-se muito, fez-se muitas insinuações, mas nunca foi nos dada a oportunidade para esclarecer, disse.
Pavan destacou que a decisão de vender as ações foi do município e que ele, como presidente, fez um acompanhamento técnico da operação. Na parte técnica, não houve qualquer indício de irregularidade. Tenho segurança que foi uma operação coberta da mais profunda legalidade, afirmou.
Ele acrescentou que não se pode confundir a fusão entre Sercomtel e Copel com as denúncias de desvio de dinheiro público na administração municipal. Segundo Pavan, o dinheiro que a Sercomtel recebeu na operação R$ 13,8 milhões, fruto de empréstimos nos governos de Cheida e Belinati foi aplicado com o mais absoluto cuidado.
O presidente da Sercomtel defendeu ainda que a opção de fazer a venda direta das ações foi tomada depois de minucioso estudo, incluindo parecer de Celso Antônio Bandeira de Melo, considerado um dos maiores juristas do País.
Sobre o participação do FonteCindan no negócio, ele afirmou que o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida fez um contrato de venda futura de ações, com opção de recompra. Ou seja, não foi um empréstimo; e o valor pago na recompra foi de acordo com a valorização do preço das ações.
Ele disse ainda que a prefeitura pagou R$ 4,50 por ação na recompra e vendeu por R$ 14,00 à Copel. Além do município conseguir um preço extraordinário, permitiu que a Sercomtel adquirisse um parceiro estratégico que tem sido de grande utilidade nos negócios e no futuro da operadora.
Pavan disse que a maioria dos documentos relativos à operação está em poder do município. Mas a Sercomtel tem vários documentos e todos serão colocados à disposição não só do Ministério Público como também da Câmara dos Vereadores (que abriu uma comissão processante para investigar o caso). E como presidente da empresa, eu tenho pessoalmente o maior interesse em prestar todas os esclarecimentos que souber. (L.H.)





