Pavan lamenta ação mas diz que MP deve ''saber o que faz''
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de maio de 2000
Patrícia Zanin De Londrina 
O presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, lamentou a ação civil pública do MP a favor dos donos de telefone em Londrina, e afirmou que ela causa prejuízo à imagem da empresa, que é um patrimônio público. Mas o Ministério Público deve saber o que está fazendo.
Sobre o fato de a promotoria estar requisitando a indisponibilidade dos 55% de ações restantes da Sercomtel, ele disse que cada processo prejudica a abertura de capital para garantir o acesso ao mercado. A venda já foi barrada pelo Tribunal de Justiça (TJ). Cada autor de ação terá, no futuro, uma parcela de responsabilidade sobre um patrimônio que é da cidade, mas a empresa é forte, estruturada e sempre superará todos esses entraves.
Pavan disse ontem que a mesma defesa que a empresa está fazendo no TJ pretende detalhar ao Ministério Público. Nosso departamento jurídico vai fazer, de novo, a defesa que couber, informou.
Ele lembrou que em Londrina uma ação questionou o fato de os donos de telefone não terem recebido pela venda das ações da Sercomtel, mas que o processo foi ganho pela companhia. Os autores recorreram e o mérito será julgado pelo TJ.
Questionado se acreditava ser justo o fato de a Sercomtel não ter dividido o que recebeu com os proprietários de linhas telefônicas quando as ações foram vendidas à Copel, ele disse que não é o caso de ser justo ou injusto. A questão é jurídica. Pavan argumentou que juristas consultados pela empresa entenderam que não cabia repartir o montante com os assinantes. Isso porque a empresa nunca vendeu ações para telefones e sim a prestação de serviços, alegou.


