O presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, lamentou a ação civil pública do MP a favor dos donos de telefone em Londrina, e afirmou que ela causa ‘‘prejuízo à imagem da empresa, que é um patrimônio público’’. ‘‘Mas o Ministério Público deve saber o que está fazendo’’.
Sobre o fato de a promotoria estar requisitando a indisponibilidade dos 55% de ações restantes da Sercomtel, ele disse que cada processo prejudica a abertura de capital para garantir o acesso ao mercado. A venda já foi barrada pelo Tribunal de Justiça (TJ). ‘‘Cada autor de ação terá, no futuro, uma parcela de responsabilidade sobre um patrimônio que é da cidade, mas a empresa é forte, estruturada e sempre superará todos esses entraves.’’
Pavan disse ontem que a mesma defesa que a empresa está fazendo no TJ pretende detalhar ao Ministério Público. ‘‘Nosso departamento jurídico vai fazer, de novo, a defesa que couber’’, informou.
Ele lembrou que em Londrina uma ação questionou o fato de os donos de telefone não terem recebido pela venda das ações da Sercomtel, mas que o processo foi ganho pela companhia. Os autores recorreram e o mérito será julgado pelo TJ.
Questionado se acreditava ser justo o fato de a Sercomtel não ter dividido o que recebeu com os proprietários de linhas telefônicas quando as ações foram vendidas à Copel, ele disse que não é o caso de ‘‘ser justo ou injusto’’. ‘‘A questão é jurídica’’. Pavan argumentou que juristas consultados pela empresa entenderam que não cabia repartir o montante com os assinantes. ‘‘Isso porque a empresa nunca vendeu ações para telefones e sim a prestação de serviços’’, alegou.

mockup