Pavan enviou ofício à Sercomtel dizendo estar bem de saúde
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segunda-feira, 07 de maio de 2001
Lúcio HortaDe Londrina 
Um dia antes de requerer prisão domiciliar alegando problemas médicos, o ex-presidente da Sercomtel Rubens Pavan enviou ofício à telefônica, onde é funcionário de carreira há mais de 20 anos, colocando-se à disposição para voltar ao trabalho. Junto com o ofício, ele anexou um atestado médico mostrando que estaria apto para exercer suas funções.
Ontem, o Ministério Público (MP) enviou a cópia da carta de Pavan (obtida junto à Sercomtel) para o juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Ribas Araújo, solicitando uma perícia médica no ex-presidente. O juiz atendeu ao pedido da defesa do ex-presidente da Sercomtel para que ele cumprisse prisão domiciliar. Em sua decisão, o juiz já havia determinado a realização de uma perícia.
O advogado de Pavan, Gilberto Baumann de Lima, disse que não há contradição no fato dele estar apto para voltar a trabalhar mas impossibilitado de cumprir prisão na delegacia. Ele argumentou que uma pessoa cardíaca Pavan recentemente passou por uma cirurgia tem diversas limitações, precisa fazer exercícios físicos com regularidade, ter uma alimentação balanceada e se submeter a exames periódicos. Além disso, destacou, não pode passar por situações de estresse.
Mas isso não significa que uma pessoa não possa ter alguma atividade, ponderou, defendendo que Pavan poderia conciliar as prescrições médicas com o trabalho na telefônica. O que não pode é passar por uma situação agressiva, como é a prisão. Lima acrescentou ainda que, no pedido de prisão domiciliar juntou um exame demonstrando todas as obstruções arteriais de Pavan e também um atestado de que ele deve seguir tratamento médico. Além disso, informou que Pavan entraria em férias assim que reassumisse o cargo.


