O ex-presidente da Sercomtel Rubens Pavan foi transferido ontem de São Paulo para Londrina. Ele desembarcou no aeroporto às 12h30, acompanhado dos delegados-operacionais da 10ª Subdivisão Policial de Londrina (10ª SDP), Jurandir Gonçalves André e Marcio Vinícius Amaro. Alguns familiares de Pavan o aguardavam no aeroporto.
Pavan, e outras seis pessoas, entre elas o ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido), tiveram a prisão preventiva decretada sexta-feira, pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, por crimes de peculato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Sercomtel foi detido por policiais civis na manhã de sexta-feira, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e foi encaminhado ao 13º Distrito Policial (13º DP).
Aparentando estar abatido, Pavan foi levado para seu apartamento, na área central. O advogado dele Gilberto Baumann de Lima obteve na Justiça, o direito para cumprir a sentença em regime domiciliar devido problemas de saúde. Recentemente Pavan foi submetido a uma cirurgia cardíaca.
O delegado André disse que a transferência ocorreu sem problemas e o ex-presidente da Sercomtel será monitorado diariamente. ‘‘A determinação do juízo objetiva que seja feita diariamente a verificação se ele está recolhido domiciarmente como determinou o juízo’’, disse.
Pavan entrou no prédio onde mora sem falar com a imprensa. ‘‘Ele não está em condições. Ele tem esse problema cardíaco, vai precisar descansar, fazer exames e verificar como está com essa viagem. Toda prisão é uma violência e ele precisa se recompor para depois conceder a entrevista’’, afirmou o advogado.
Segundo a ação criminal proposta pelo Ministério Público (MP), Pavan teria recebido um depósito em sua conta pessoal, no valor de R$ 794 mil, desviados do Conselho de Gestão Financeira (Cogefi), criado para gerir os recursos obtidos com a venda de 45% das ações da Sercomtel.
‘‘O Doutor Rubens Pavan fez um empréstimo e esse empréstimo foi saldado. Ele foi ao banco, tomou um empréstimo no nome dele, assinou, e depois a pessoa para qual ele emprestou o dinheiro, resgatou o empréstimo. Não houve nenhuma irregularidade.’’, afirmou Baumann. ‘‘O Doutor Rubens emprestou o dinheiro para uma atividade empresarial do senhor Carlos Júnior (Cassimiro Zavierucha). Esse crédito se deu em função de uma operação bancária e não através de depósito de qualquer título, então ele não poderia jamais saber a procedência, ou seja, como surgiu esse crédito de parte do senhor Zavierucha.’’
O advogado garantiu que não existe nenhuma prova que comprove o envolvimento de Pavan no esquema de desvio da prefeitura. ‘‘Ele foi indicado pelo senhor prefeito (Antonio Belinati) e como há uma série de acusações contra o senhor prefeito, o nome do Doutor Rubens foi a reboque, mas não existe nada absolutamente nada, nenhuma prova’’.

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