O ex-presidente da Sercomtel Rubens Pavan e o ex-secretário de Governo de Londrina, Wilson Mandelli, também devem apresentar esta semana pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça (TJ). Segundo o advogado de Pavan, Gilberto Baumann de Lima, a prisão de seu cliente não faz sentido porque ele mora em Londrina, possui bens no município, não oferece risco de fugir, é primário e não é perigoso.
‘‘Para ele, a liberdade não é só uma necessidade moral, mas também física. Sua saúde depende de exercícios físicos, fisioterapia e acompanhamento médico’’, explicou o advogado – que alegou problemas físicos de seu cliente para conseguir a prisão domiciliar. Lima lembrou que há pouco tempo Pavan foi submetido a uma cirúrgia cardíaca onde recebeu uma ponte radial, uma mamária e uma abdominal.
O ex-presidente da Sercomtel foi preso sexta-feira de manhã no Aeroporto de Congonhas (SP) e transferido sábado para Londrina. A permanência em seu apartamento é fiscalizada diariamente por um policial civil. Ele é acusado de se beneficiar com um depósito de R$ 794.500,00 desviados da prefeitura.
O advogado alegou que o dinheiro foi o reembolso de um empréstimo feito por ele junto ao Banestado para ajudar outra pessoa. ‘‘Na sede de impressionar a população, a promotoria cometeu várias falhas na ação criminal. Uma delas é o fato de não ter especificado qual é o crime atribuído a cada um dos acusados’’, criticou.
Já o advogado de Mandelli, Ronaldo Neves, pretende viajar ainda hoje de manhã para Curitiba para protocolar o pedido de habeas-corpus. O advogado disse que a prisão de Mandelli foi uma surpresa para ambos. ‘‘A prisão preventiva é uma medida de excesso. Meu cliente não é perigoso nem tem espírito de fugitivo’’, afirmou. No pedido de habbeas-corpus ele vai argumentar que Mandelli tem bons antecedentes, família e nenhum histórico de atitude ilícita comprovada.
O fato de estar preso na mesma cela que o ex-prefeito Antonio Belinati é apenas uma contigência, segundo Neves. ‘‘Isso não implica que ele seja solidário ou conivente com o ex-prefeito. O Mandelli está pagando nesse momento por ter participado de uma administração pública que está em xeque. Mas ele não teve participação. Apenas assinava as autorizações das licitações.’’

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