Pauta da conversa entre os presidentes é ampla
Assim como em qualquer encontro presidencial, a agenda da reunião entre Bush e Lula é ampla e poderá abarcar qualquer tema de interesse dos dois. As negociações da Alca, com uma rodada relevante marcada para fevereiro em Puebla, no México, certamente estará nas conversas - mesmo com a resistência brasileira a qualquer discussão sobre o assunto na reunião.
Questões relacionadas à segurança na América do Sul e aos conflitos no Iraque e entre Israel e Palestina costumam ser tocados por ambos os presidentes, que igualmente se mostram interessados em falar sobre família ou o uso das drogas por adolescentes.
Desta vez, entretanto, os presidentes poderão tocar em um tema bastante delicado, que suscitou reações do governo brasileiro - o reforço do secretário de Estado americano, Colin Powell, à tese de que uma aliança entre Cuba e Venezuela tende a desestabilizar as instituições democráticas da América Latina. Da mesma forma, poderão ser abordados os impasses gerados pelas exigências nos aeroportos de ambos os países para o ingresso de cidadãos americanos, no Brasil, e brasileiros, nos Estados Unidos.
Na sua 28 viagem internacional, desde a posse, Lula vai acompanhado apenas pelo chanceler Celso Amorim, e pelo secretário para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Até a noite de sexta-feira, nenhuma outra autoridade de primeiro escalão constava da comitiva. O retorno dos dois ao Brasil está previsto para a quarta-feira.





