Paulo Paim abre trabalhos da comissão do mínimo
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terça-feira, 11 de maio de 2004
Agência Estado 
Brasília - O senador Paulo Paim (PT-RS) se uniu ontem à oposição e em uma manobra bem-sucedida conseguiu presidir durante 1h30 os trabalhos da comissão mista do Congresso que vai analisar e votar a medida provisória que fixou em R$ 260 o valor do salário mínimo. Na última sexta-feira, Paim foi afastado da comissão por decisão da líder do PT no Senado, Ideli Salvati (SC).
Antes do início dos depoimentos na comissão, o relator da MP, deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), foi ao gabinete de Paim para conversar sobre o mínimo. ''A visita foi para mostrar que ele será ouvido pelo relator'', explicou Maia. Paim resolveu acompanhar o relator até o plenário da Comissão. E como o presidente da Comissão, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), avisou que iria se atrasar, o senador petista se ofereceu para presidir os trabalhos na condição de vice-presidente do Senado. Nenhum dos cinco petistas que integram a comissão e estavam presentes reclamou o fato de Paim estar presidindo os trabalhos.
Durante a sessão da comissão, os parlamentares, especialmente os de oposição, buscaram em argumentos técnicos brechas para aumentar o salário mínimo além dos R$ 260,00. Ironicamente, o único que forneceu alguma munição para esse objetivo foi o secretário de Trabalho da Prefeitura de São Paulo, Márcio Porchman. Ele afirmou que o aumento do salário mínimo tem um impacto positivo na economia e na elevação do consumo. De acordo com Porchman para cada 10 reais de aumento no salário mínimo, R$ 2,40 voltam para o setor público na forma de impostos.
Os outros dois especialistas foram contra. O economista Raul Velloso e o consultor da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri. ''O reajuste do salário mínimo leva ao aumento do desemprego e joga mais pessoas na informalidade'', disse Néri.


