Brasília
O ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf não compareceu, ontem, a depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Precatórios. Maluf enviou carta ao presidente da CPI, Bernardo Cabral (PFL-AM), dizendo só ter recebido o convite para o depoimento às 17h30 de ontem. Maluf foi procurado pela CPI de quinta-feira da semana passada até ontem. Nesse período, as tentativas de envio do convite foram noticiadas por toda a imprensa.
Na carta enviada à comissão, o ex-prefeito alegou ‘‘compromissos inadiáveis’’ que o impediriam de viajar a Brasília. Na segunda-feira, funcionários de seu escritório, em São Paulo, alegaram que os aparelhos de fax estavam quebrados, o que impedia o recebimento da comunicação da CPI. O líder do PPB no Senado, Epitácio Cafeteira (MA), havia enviado fax a Maluf ontem às 15h41. O ex-prefeito diz ainda, em sua carta, que recebeu cópia, por Sedex (serviço de encomenda expressa dos Correios), do relatório parcial do senador Roberto Requião (PMDB-PR).
E afirma também que é ‘‘indispensável’’ que receba as notas taquigráficas do depoimento do prefeito Celso Pitta (PPB), seu ex-secretário das Finanças, para que ‘‘dele possa tomar conhecimento por inteiro, em virtude do noticiário contraditório da imprensa’’. Cabral disse ter conversado por telefone com Maluf, que teria se prontificado a comparecer à CPI assim que tiver em mãos a íntegra do depoimento de Pitta.
A CPI aponta uma série de irregularidades na emissão e negociação de títulos da prefeitura paulistana na gestão de Paulo Maluf. As investigações indicam que, em 1995 e 1996, cerca de R$ 1 bilhão foi desviado do pagamento de dívidas para outras finalidades.

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