Paulo Maluf conduz mobilização do PPB
Paulo Maluf conduz mobilização do PPB
Foi mais uma demonstração de lealdade ao presidente Fernando Henrique Cardoso
Agência Estado
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FidelidadePaulo Maluf media solução para votação: proposta do PPB foi levada ao presidente Fernando HenriqueO pré-candidato a governador de São Paulo e ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) deu ontem mais uma prova de lealdade ao presidente Fernando Henrique Cardoso e conduziu pessoalmente a mobilização da bancada do partido para a votação dos destaques da reforma da Previdência em primeiro turno. Ele reuniu a Comissão Executiva do partido para discutir que posição tomar, principalmente com relação ao artigo da reforma sobre o redutor nos benefícios dos servidores, principal empecilho para a conclusão do primeiro turno.
Nossa única exigência é que sejam mantidos os direitos adquiridos pelos trabalhadores que já estão aposentados, afirmou Maluf, ao fim do encontro. Depois da reunião, o líder do partido na Câmara, Odelmo Leão (MG), foi encarregado de levar ao presidente Fernando Henrique Cardoso a solução encontrada pelo partido para resolver o impasse em torno do redutor: o PPB apoiaria o mecanismo, desde que o governo assumisse o compromisso de garantir, na regulamentação, a aplicação do redutor apenas sobre os benefícios concedidos após a promulgação da emenda e proporcional ao tempo de contribuição.
Quem pagou mais, sofreria uma redução menor; quem contribuiu menos, um redutor maior, explicou o deputado Pedro Corrêa (PPB-PE). O partido pediu ainda que o entendimento seja confirmado em documento assinado pelos líderes de todos as legendas de sustentação ao governo e pelo próprio presidente.
Enquanto aliados do governo mostravam desconhecimento da proposta do partido, Corrêa confirmava que Fernando Henrique teria aceito as condições do PPB, dando a palavra a Leão. O governo aceitou e o redutor será votado semana que vem.
Segundo Corrêa, apesar de cobrar a liberação das emendas ao Orçamento que continuam paradas na Caixa Econômica Federal (CEF), o PPB não tem muito a reclamar do tratamento recebido pelo Executivo. Nós fizemos nosso segundo ministro mês passado, comentou, referindo-se à nomeação de Francisco Turra para a pasta da Agricultura. Também é pepebista o ministro da Indústria, Comércio e Turismo, José Botafogo Gonçalves.
Mais de 20 parlamentares participaram da reunião da Executiva, que se estendeu por toda a manhã. Durante o encontro, foi discutida a contraproposta dos governistas, o redutor de 11%, mas se chegou à conclusão de que nem assim haveria acordo. Segundo um dos participantes, entre uma conversa e outra, antes de fechar a posição oficial do partido, Maluf telefonou a Fernando Henrique para o avisar de que a resistência dos parlamentares ao redutor parecia incontornável. Não há consenso e não posso garantir os votos necessários, disse Maluf ao presidente. Então, deixa para votar na semana que vem, teria respondido-lhe FHC.
O ministro da Previdência Social, Waldeck Ornelas, transferiu-se ontem para o gabinete do líder do governo na Câmara para negociar com os deputados votos a favor da reforma da Previdência, mas evitou ocupar a sala que foi do líder Luís Eduardo Magalhães, morto no dia 21. Ornellas é senador, ligado ao presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), pai de Luís Eduardo.
De manhã, o ministro da Previdência reuniu-se com os líderes dos partidos aliados ao governo, no Gabinete Civil do Palácio do Planalto, para fazer a contagem dos votos favoráveis à reforma.(AE)





