A greve iniciada por servidores federais do Judiciário no início de maio pode estar chegando ao fim. Ontem, representantes sindicais teriam se reunido com diretores da Secretaria de Recursos Humanos do Supremo Tribunal Federal (STF) e teriam tido a promessa de apresentação de uma contra-proposta orçamentária nos próximos dias contemplando o plano de reajuste. Mesmo assim, os servidores de Londrina podem tentar um encontro hoje com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que estará na cidade em evento partidário.
Em Londrina, 50 dos 91 dos servidores da Justiça do Trabalho cruzaram os braços desde 12 de maio. Apenas as audiências e serviços relacionados foram mantidos. Até o cartório distribuidor funciona parcialmente. A colaboradora do Sindicato dos Servidores na Justiça do Trabalho (Sinjutra) Maria de Lourdes Tomaz, apontou que o movimento grevista acontece em 40 cidades paranaenses e em outros 21 estados.
Conforme Tomaz, a categoria protesta contra um projeto que já passou pelo Senado e que tramita atualmente Câmara Federal, que congelaria os salários dos servidores federais por 10 anos. Além disso, o movimento tenta pressionar o Governo para acelerar a votação do plano de reajuste que estaria parado na Comissão do Trabalho do Congresso Nacional. Segundo a servidora, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, entende que a decisão sobre o plano deveria ser do STF, que é quem teria responsabilidade sobre a previsão orçamentária.
Ontem, representantes sindicais dos servidores federais teriam ouvido em Brasília (DF) a promessa de que o Supremo já teria pronta uma contra-proposta para apresentar aos grevistas. Como nenhuma data foi acertada, os servidores federais de Londrina estudam a possibilidade de tentarem uma conversa com o ministro Paulo Bernardo. Ele participa hoje a noite de uma plenária regional do Partido dos Trabalhadores, na sede do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval).

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