O deputado federal Paulo Bernardo (PT) admitiu ontem ser remota a sua nomeação para o Ministério do Planejamento. O deputado paranaense tem sido um dos mais cotados para assumir a pasta desde que Guido Mantega deixou o ministério para assumir a presidência do BNDES.
''Na verdade a possibilidade (de nomeação) é muito pequena porque o presidente Lula está tratando da reforma ministerial com o objetivo principal de ampliar a base no Congresso Nacional, ampliando o espaço para que o Partido Progressista (PP), que tem 50 deputados, possa ter um ministério, e também a redefinição do espaço do PMDB, que é a segunda maior bancada na Câmara, com 78 deputados e o maior partido no Senado, com 22. Evidentemente vai ter uma mexida, uma realocação nos espaços do PT. Dentro disso aí, acho que tem uma possibilidade, mas é muito pequena'', disse Paulo Bernardo. Esta é a segunda vez que o deputado é cotado para o Planejamento. No início da administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Paulo Bernardo disputou a indicação para o cargo com Mantega.
O deputado, que já foi secretário de Fazenda do Mato Grosso do Sul e da Prefeitura de Londrina, disse estar disposto a assumir a pasta caso seja convidado pelo presidente. ''Se fosse convidado pelo presidente, seria uma honra muito grande, mas repito essa possibilidade é muito pequena por causa dos pressupostos da reforma.'' Paulo Bernardo acredita que a reforma ministerial deva ser concluída ainda na primeira quinzena deste mês. ''O presidente está convocando uma reunião ministerial para os dias 10 e 11. Imagino que até lá isso deva estar praticamente tudo definido.''
Apesar da cautela do deputado em falar sobre a vaga no primeiro escalão do governo federal, o chefe de gabinete de Lula, o londrinense Gilberto Carvalho, disse que já conversou com o presidente sobre a indicação de Paulo Bernardo. ''Já falei com o presidente sobre o Paulo e foi muito bem recebido. O presidente disse: olha Gilberto, é evidente que é um grande candidato, mas só insisto nisso, vai depender de outros fatores também. Eu não tenho dúvida nenhuma que o Paulo Bernardo, por todo o seu processo de amadurecimento, por tudo que ele já realizou na Câmara dos Deputados, é de longe o deputado que melhor entende de orçamento no país, como ministro teria uma extraordinária possibilidade de articulação entre o governo e o Congresso'', justificou.

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