O vereador Paulo Arildo (PSDB) confirmou que deve renunciar sua cadeira na Câmara Municipal para assumir um cargo na diretoria da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) aqui na cidade. Segundo o vereador, ''ainda faltam alguns detalhes para oficializar a renúncia'', mas o anúncio deve ocorrer na próxima sessão da Casa, no dia 22.
''Recebi o convite do governador Beto Richa (PSDB), juntamente com o secretário de Fazenda, (Luiz Carlos) Hauly, para assumir esse cargo. Eu pretendo aceitar, mas não comento mais sobre o assunto porque o presidente do partido (Claudemir Molina) ainda não soube da notícia e eu também não comuniquei à Câmara'', explicou o vereador. ''O que posso afirmar é que está praticamente tudo acertado.''
Arildo ainda ressaltou que o prefeito da cidade, Barbosa Neto (PDT), ligou para parabenizar o vereador pela indicação. ''Barbosa e alguns deputados me ligaram para falar da importância do cargo na região Norte do Estado. Apesar de ser um vereador de oposição, não tenho problema nenhum com o prefeito e ele disse ter ficado feliz com a oferta'', negando que Barbosa Neto tenha tentado fazê-lo mudar de ideia para que ele permaneça com a vaga no Legislativo.
Segundo o presidente do PSDB em Londrina, Claudemir Molina, o suplente de Paulo Arildo seria o médico Márcio Almeida, que já ocupou a cadeira de Roberto Kanashiro (PSDB), em 2009, quando ele se licenciou do cargo por motivos de saúde. Molina e Almeida, entretanto, não quiseram comentar a renúncia de Paulo Arildo antes do comunicado oficial ao partido.
Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, para que a renúncia do vereador seja oficializada é necessário que ele assine um documento de renúncia, emitido pela Mesa Executiva da Casa, tenha sua assinatura reconhecida em cartório e o documento seja lido em uma das sessões parlamentares pelo presidente da Câmara, Gerson Araújo (PSDB). A assessoria ainda salientou que, até o momento, o documento não foi assinado pelo vereador nem emitido pela Mesa.
Arildo cumpre atualmente seu segundo mandato consecutivo na Câmara e sofreu, em outubro, uma representação do ex-corregedor da Comissão de Ética da Casa, Rony Alves (PTB), por suposto esquema de racha de salário com ex-assessores parlamentares, o que caracteriza uma quebra com o decoro parlamentar. A Casa ainda estudava abrir uma Comissão Processante (CP) contra Arildo, mas até o momento o assunto não foi votado pelos parlamentaress. O vereador também foi acusado, e condenado em primeira instância em setembro, pela prática de ato de improbidade administrativa pelo juiz da 10 Vara Cível, Álvaro Rodrigues.

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