A crise financeira de Santa Catarina, que deve R$ 80 milhões a 40% do funcionalismo, será o principal obstáculo que o governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) enfrentará durante sua campanha à reeleição. Diferente do governador do Rio Grande do Sul, Antonio Britto (PMDB), que anunciou a antecipação do 13º de 1998 ao funcionalismo, Santa Catarina deve o 13º salário do ano passado aos funcionários que ganham acima de R$ 500, entre eles os professores e policiais. E mais: admite que não está fazendo provisionamento para o 13.o deste ano.
O próprio Vieira diz que não tem caixa para pagar o 13.o de 1997 e depende da venda de ações das estatais de energia e saneamento. A ‘‘bomba relógio’’ poderá explodir no colo do novo governador.
Pesquisa Datafolha feita em 8 e 9 de junho aponta Vieira com 50% de rejeição, o maior índice entre os candidatos pesquisados. O senador Esperidião Amin (PPB), e o deputado federal Milton Mendes (PT), apresentam respectivamente 20% e 22%. Nas intenções de voto, Amin lidera com 54%, Vieira tem 21%, Milton Mendes (PT) tem 6%, Joaninha de Oliveira (PSTU) tem 1% e Rogério Portanova (PV), também 1%.

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