Paulino contesta auditoria municipal
O ex-presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), engenheiro Marcelo Paulino de Oliveira, contestou ontem o relatório do auditor-chefe da prefeitura Osvaldo Alves de Lima que apontou uma série de irregularidades em dois contratos firmados entre a FEL e a Agenlon, entidade utilizada em 2001 para pagar os salários da equipe de basquete da cidade.
Paulino elaborou uma ''teoria da conspiração'' que teria, segundo ele, a intenção de exterminar com os investimentos no basquete local. A orquestração contaria, segundo ele, com a cumplicidade do próprio auditor, do presidente da Sercomtel, Francisco Roberto, e do prefeito Nedson Micheleti.
O ex-presidente, afiliado político do ex-deputado estadual Moysés Leônidas, que não se reelegeu, acredita que o relatório, que apontou entre outras ilegalidades desvio de finalidade e sonegação de imposto, foi divulgado justamente em meio ao turbilhão de polêmicas sobre a renovação de patrocínio entre a Sercomtel e o Londrina Basquete Clube (LBC). ''Tudo foi premeditado. Para mim, isso não é coincidência. Ees querem mesmo é acabar com o basquete da cidade. Acredito que o Osvaldo e o Chico estão usando o prefeito que não tem dimensão do rombo político que isso pode causar em sua administração'', disse.
O presidente da Sercomtel já declarou oficialmente que a empresa não renovará o contrato de patrocínio mais de R$ 300 mil em 2002 mas a posição oficial do prefeito só será conhecida provavelmente no começo do próximo mês.
Segundo Paulino, o prefeito tinha pleno conhecimento da parceria firmada com Agenlon, uma associação de gestores de escolas públicas de Londrina. ''O prefeito sabia desse convênio e tem assim como eu que assumir a responsabilidade. Tínhamos que arrumar alguma forma de pagar os jogadores antes da criação do LBC'', disse.
Paulino afirmou ontem que tentou ajustar os contratos de compromisso e cooperação com os 43 projetos aprovados pela Lei de Incentivo para regularizar a questão do recolhimento de impostos. Em fevereiro de 2002, a FEL enviou um documento ao auditor pedindo informações sobre o problema. ''O auditor respondeu que o assunto deveria ser tratado com a procuradoria do município. Dois meses depois, o procurador disse que teríamos de ouvir a auditoria. Ficou um jogo de empurra'', disparou.
Paulino comentou o item da auditoria sobre bebidas. Segundo ele, foram gastos ''apenas R$ 11'' em uma pizzaria após a conquista do título paranaense de 2001. E R$ 33,36 na compra de duas caixas de cerveja para um churrasco.





