Paulinho reclama do nível da campanha
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quarta-feira, 07 de agosto de 2002
Jô Pasquatto<BR>Agência Estado 
São Paulo - Candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-ministro Ciro Gomes (Frente Trabalhista), o sindicalista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse ontem que ficou surpreso com o ''jogo pesado'' da campanha eleitoral. ''Eu não sabia que era assim, não. É jogo pesado. Pensei que iríamos discutir propostas sobre os principais problemas do País. É para isso que sou candidato a vice. Não para ficar desmentindo as denúncias falsas contra mim'', reclamou.
Acusado de participar de irregularidades na aplicação de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), durante sua presidência na Força Sindical, ele foi isentado das acusações anteontem, em nota oficial do Ministério do Trabalho. Segundo Paulinho, a nota do Ministério repara as denúncias e ele ainda não decidiu se irá ou não processar os que o acusaram indevidamente. ''Isso vai depender dos advogados da Frente, mas o que a Força fez com recursos do FAT é motivo de orgulho e eu trabalhei dia e noite para descobrir onde estava o erro'', disse, referindo-se à falha técnica que causou a denúncia de que um mesmo trabalhador havia feito 32 cursos de qualificação profissional em vários Estados e cidades, pagos à Força com recursos do FAT. ''Agora, minha atitude é ir para a rua, ganhar voto.''
Paulinho não descartou que o erro técnico ocorrido no programa de digitação tenha sido proposital, para ser usado contra a chapa da Frente Trabalhista. ''O sistema de controle do Ministério (SIGAE) mostrou falhas, alguém pode ter feito isso de propósito e como a gente sabe que numa eleição tem gente fazendo maldade por todo o lado, não sei não se não foi de propósito.'' Ele disse que não teme novas denúncias contra ele e está preparado para enfrentar novas acusações. ''É como o Ciro diz: 'o dragão da maldade está solto', mas depois que eu entrei na campanha é para valer e, até agora, ninguém me pediu para sair'', enfatizou.
Segundo Paulinho, até Leonel Brizola, líder do PDT e candidato ao Senado, no Rio, estaria apoiando a permanência dele na chapa. Brizola seria o principal interessado na saída de Paulinho, para ocupar a vaga de vice com um nome do PDT, um dos partidos que integra a Frente Trabalhista, com o PPS e o PTB do sindicalista. ''Ele me liga duas a três vezes por semana e me aconselha, vai fundo, sabe, com aquele jeitão dele.''


