Patrus Ananias defende continuação do Bolsa Família
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quinta-feira, 18 de março de 2010
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
Em visita oficial ontem a Londrina, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, afirmou que, ainda que mude o governo em 2011, após as eleições de outubro deste ano, o programa Bolsa Família não tem condições ou quaisquer previsões de, algum dia, chegar ao fim. ''Temos 500 anos de injustiças sociais no Brasil, e vamos manter o Bolsa Família enquanto tivermos famílias em situação de pobreza e maior carência'', defendeu o ministro, pré-candidato do PT ao governo mineiro.
Ananias veio a Londrina assinar um protocolo de intenções por meio do qual serão liberados recursos de R$ 1,4 milhão à construção de uma unidade do restaurante popular na cidade, o qual, segundo o prefeito Barbosa Neto (PDT), será construído a partir de junho em um local próximo ao Terminal Urbano Central, pertencente ao Município, que ainda entrará com R$ 280 mil de contrapartida.
Sobre o Bolsa Família, programa que atende 14,2 mil famílias carentes em Londrina, com repasses mensais de R$ 1 milhão, ou 481,2 mil famílias no Paraná, a R$ 37,6 milhões/mês, Ananias afirmou que as críticas recebidas pelo governo sobre suposto uso eleitoral do programa não têm fundamento.
''As críticas são cada vez menores, porque o programa é legal, as pessoas entram e saem conforme critérios legais, objetivos, e trabalhamos com prefeituras de todos os partidos - quem faz o cadastro são as prefeituras'', disse. ''Monitoramos o cadastro único e estamos atentos para garantir a validade e correção do mesmo, mas trabalhamos em parceria com todos os governos estaduais, com a Caixa, com fiscalização da CGU e dos tribunais''.
Indagado se, uma vez que ele defende a manutenção ''enquanto houver pessoas necessitadas'' do Bolsa e o governo alardeia o aumento de investimentos na iniciativa, é utópico imaginar o fim desse tipo de programa, Ananias definiu: ''Essa é uma opção que a sociedade brasileira vai fazer. Alguns país altamente desenvolvidos já fizeram e o Estado distribui renda a quem precisa - e nesses países não há essa discussão sobre acomodação dos beneficiários - o que acomoda as pessoas é a fome, e às vezes, definitivamente''.


