O patrimônio do governador do Paraná e candidato à reeleição pela coligação Paraná Forte (PMDB/PSDB), Roberto Requião (PMDB), cresceu 113% nos últimos quatro anos. A relação de bens móveis, imóveis e aplicações financeiras dos 852 candidatos paranaenses às eleições de outubro, foi entregue à Justiça Eleitoral no registro da candidatura e divulgados ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em 2002, quando disputou o Palácio Iguaçu, Requião declarou que no dia 31 de dezembro de 2001, seu patrimônio estava avaliado em R$ 654,9 mil. Hoje, soma R$ 1,4 milhão. Um comparativo dos dados fornecidos à Justiça Eleitoral em 2002 e 2006 mostra que nos quatro anos em que esteve à frente do Executivo Estadual, Requião adquiriu um apartamento em Camboriú (SC) por R$ 300 mil, três carros por R$ 63 mil, e dois imóveis em Curitiba, avaliados em R$ 370 mil. Há quatro anos, três imóveis declarados pelo governador somavam R$ 189,4 mil. Nos três anos e sete meses no cargo, o governador obteve como vencimentos cerca de R$ 820 mil. A campanha de Requião tem como teto de gastos R$ 15 milhões.
O candidato à sucessão de Requião pela coligação Paraná Unido (PT/PHS/PL/PAN/PRB/PCdoB), Flávio Arns, também viu seu patrimônio evoluir 108% em quatro anos, passando de R$ 311,1 mil para R$ 647,7 mil. A evolução patrimonial de Arns -que recebe mensalmente R$ 12,5 mil como salário de senador - inclui a compra de uma casa em Curitiba por R$ 240 mil, através de um financiamento, e de três automóveis que somam R$ 94 mil.
A variação patrimonial do candidato pela coligação Paraná de Verdade (PDT/PTB/PTN/PTC/PSB/PRONA/PTdoB), Osmar Dias (PDT), foi de 42,3%, subindo de R$ 2,6 milhões para R$ 3,7 milhões, sem calcular diversos implementos agrícolas elencados sem valor de mercado na declaração de bens.
Rubens Bueno (PPS), que disputa o Palácio Iguaçu pela coligação Voto Limpo (PPS/PFL), registrou uma evolução no patrimônio de 22,1%. Hoje os bens de Bueno estão avaliados em R$ 900,9 mil, contra R$ 738,6 mil em 2002. Nos últimos quatro anos, ele adquiriu um apartamento em Brasília, por R$ 192,1 mil e um veículo por R$ 67,9 mil.
O candidato da Frente de Esquerda do Paraná (Psol/PSTU/PCB), Luiz Felipe Bergmann, que é servidor público federal, declarou no registro da candidatura bens avaliados em R$ 133 mil. O patrimônio de Luiz Adão Marques (PSDC) está avaliado em R$ 88,2 mil; o de Jorge Martins (PRP), em R$ 125,5 mil; o de Ivo José de Oliveira de Souza (PCO), em R$ 8,5 mil, e o de Antonio Jorge Melo Viana (PV), em R$ 520 mil. Antonio Roberto Filho (PSL) e Ana Lúcia Catarino Branco (PRTB), declararam não ter bens.

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