Curitiba - A soma dos bens dos deputados estaduais que disputam a reeleição no Paraná passou de R$ 60 milhões em 2014 para R$ 85 milhões em 2018, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A FOLHA considerou os 44 parlamentares que assumiram seus mandatos há quatro anos e que pretendem permanecer na AL (Assembleia Legislativa) por ao menos mais uma Legislatura. Os patrimônios declarados à Justiça cresceram, em média, 41,67%.

Ficaram de fora deste levantamento específico: Fernando Scavanaca (PODE), Rasca Rodrigues (PODE) e Pastor Edson Praczyk (PRB), que decidiram não participar do pleito de outubro; Chico Brasileiro (PSD) e Paranhos (PSC), eleitos prefeitos de Foz do Iguaçu e Cascavel, respectivamente; Bernardo Ribas Carli (PSDB), morto num acidente de avião em julho; Ratinho Jr. (PSD), candidato ao governo, e Felipe Francischini (PSL), Pedro Lupion (DEM) e Marcio Pauliki (SD), que tentam uma vaga na Câmara Federal, em Brasília.

Já na Câmara Federal houve queda de 60% na soma dos bens declarados pelos candidatos à reeleição em relação a 2014. Há quatro anos, os bens patrimoniais dos 25 parlamentares paranaenses que vão tentar novo mandato ultrapassavam os R$ 186 milhões, contra R$ 74,9 milhões agora (veja matéria nesta página).

Imagem ilustrativa da imagem Patrimônio de deputados estaduais que disputam reeleição cresce 41,67%



Assembleia
A maior evolução patrimonial nos últimos quatro anos entre os depuitados estaduais que buscarão a reeleição foi de Maria Victoria (PP). A filha do deputado federal Ricardo Barros (PP) e da governadora Cida Borghetti (PP) tinha R$ 17 mil em bens em 2014 e agora possui R$ 866 mil, o que significa uma variação de 4965.23%. Há quatro anos, a pepista, então novata na política, declarou apenas cinco quotas ou quinhões de capital. Desta vez, informou ao TSE também R$ 779,5 mil em crédito decorrente de empréstimo e R$ 7 mil em aplicação de renda fixa.

Na sequência, aparecem Artagão Júnior (PSB), Professor Lemos (PT) e Ney Leprevost (PSD), com crescimentos acima de 200%. O parlamentar do PSB, segundo mais rico dentre os 44 avaliados, tinha bens na ordem de R$ 1,8 milhão, que saltaram para R$ 7,2 milhões (293,94%). Durante boa parte do mandato, ele se afastou para exercer o cargo de secretário de Estado da Justiça, no governo Beto Richa (PSDB). O patrimônio do petista, por sua vez, subiu de R$ 286 mil para R$ 936,6 mil (226%), enquanto o de Leprevost era de R$ 376 mil e foi para R$ 1,1 milhão.

Sem considerar evolução de uma eleição para outra, o líder no ranking é Jonas Guimarães (PSB), com R$ 12,57 milhões em bens. Sua lista inclui quinhões de capital, créditos e poupança vinculados, aplicações, 50% de uma lancha, imóveis rurais, terrenos, dois automóveis, fundos e dinheiro em espécie. O terceiro na classificação, atrás de Artagão, é Plauto Miró (DEM), com R$ 6,36 milhões, seguido de Nelson Luersen (PDT), com R$ 5,32 milhões.

Na Assembleia, cada um dos 54 deputados estaduais recebe mensalmente R$ 25,3 mil de salário, além de R$ 78 mil de verba de gabinete - dinheiro destinado a pagar até 23 servidores comissionados - e R$ 31,4 mil de verbas de ressarcimento, para custear despesas como combustível, moradia, alimentação, divulgação e manutenção de escritório.

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