Dez dias depois de ter sido instalada, a comissão especial da Câmara de Vereadores de Pato Branco definiu ontem o presidente e o relator que irão investigar as receitas e despesas da prefeitura, incluindo o endividamento de longo e curto prazos. O presidente será Carlinho Polazzo (PFL) e o relator Carlos Lins (PT). O último propôs a criação da comissão.
O vereador justificou que as finanças da atual gestão deverão ser sanadas até o final deste ano, conforme estipula a Lei de Responsabilidade Fiscal, no capítulo referente aos ‘‘Restos a Pagar’’. ‘‘Solicitei a instalação dessa comissão porque está havendo desencontros de informações relacionadas a atual situação financeira de Pato Branco. E o papel do Legislativo é apurar o assunto, tornando-o transparente para a opinião pública’’, alegou o petista.
De acordo com o vereador, não se sabe onde foi aplicado o valor arrecadado com extinção do Fumprev - Fundo Municipal de Previdência dos Servidores Públicos, em 98. Ele diz que o valor estaria em torno de R$ 5 milhões. Além disso, ele alega a existência de ‘‘problemas com compra de terrenos superfaturados, além de gastos exorbitantes em publicidade.’’
‘‘O chefe da Casa Civil Alceni Guerra disse um dia antes de se licenciar do cargo de prefeito do município que a prefeitura tinha quase R$ 3 milhões para receber. Pergunto de onde vem todo esse dinheiro, se a arrecadação não ultrapassa R$ 1,5 milhão por mês. Não sei o que essa administração faz com o dinheiro público, se os funcionários da saúde estão há quase três meses com o pagamento atrasado. Isto é um descaso com o funcionalismo’’, desabafou.
O prazo inicial estipulado para a apresentação do relatório final dos trabalhos é de 30 dias. Além de Polazzo e Lins, integram a comissão os vereadores Enio Ruaro (PFL), Agustinho Rossi (PDT) e Afonso Ferreira de Almeida (PMDB).

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