Pato Branco ataca déficit público em três frentes
O anúncio do pacote fiscal foi mais um motivo para a Prefeitura de Pato Branco manter a meta de reduzir o déficit em três frentes: diminuição de 20% no valor total dos gastos com a máquina, aumento de 10% na arrecadação e 20% da venda do patrimônio público. Tudo isso para que a prefeitura consiga atingir a meta de, no ano que vem, destinar 20% de seu orçamento líquido em novos investimentos.
Funcionários públicos, população e máquina administrativa estão dividindo o ônus do ajuste público. Não dá para trabalhar de outra forma. É necessário um esforço concentrado para atingir resultados, argumenta o prefeito Alceni Guerra (PFL).
No item máquina administrativa, ele fechou as fundações dos Esportes e da Cultura e desativou o Conselho de Assistência Social - não era possível manter 40 pessoas remuneradas, argumenta. A medida causou a demissão de 170 funcionários e há previsão de novos cortes. Em 98, o município pretende implantar um Plano de Demissões Voluntárias. O quadro de pessoal é de 1 mil servidores públicos municipais. Só não instituímos o plano este ano porque não temos dinheiro para as rescisões, alega.
Já no mês que vem, Guerra dará férias coletivas a todo o funcionalismo e nos dois primeiros meses do próximo ano manterá turno único na prefeitura, de olho na economia com água, luz, telefone e outas despesas de custeio. Precisamos alcançar os 20 por cento previstos. Até agora cortamos 15. Ainda faltam cinco, calcula o prefeito.
Para aumentar a arrecadação de impostos municipais, dez fiscais estão trabalhando desde julho. Fazia dez anos que ninguém era contratado nessa área, lembra ele.
Mas como reduzir o patrimônio público em 20%? Guerra começou vendendo o Ômega de seu gabinete, há quatro meses, que rendeu à prefeitura R$ 20 mil. Na semana passada, leiloou a rodoviária e faturou R$ 1,4 milhão para os cofres públicos. Não conseguimos atingir o patamar desejado. Ainda falta um milhão, garante Alceni Guerra, seguindo os balancetes. A próxima meta é vender o prédio da antiga Fundação de Esportes, que pode chegar a R$ 500 mil. (P.Z.)





