O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana defendeu ontem, em Brasília, uma cooperação integral entre o Brasil e seu país - incluindo forças policiais e militares - para o combate ao narcotráfico na região de fronteira da selva amazônica. Pastrana afirmou que o narcotráfico é um tema que todos querem erradicar e acrescentou : ‘‘Se há cooperação na ordem policial, na ordem militar e na ordem financeira que nos permita unir os esforços, trocar experiências para o combate a droga é importante que possamos fazer’’.
Segundo o presidente colombiano, ‘‘boa parte’’ do problema do narcotráfico é o aumento do consumo de drogas. ‘‘O problema está nos Estados Unidos onde a cada dia aumenta o consumo’’, afirmou. Pastrana acrescentou que o aumento do consumo de drogas nos Estados Unidos afeta mais o Brasil e a Colômbia, incluindo a degradação do meio ambiente, com a contaminação dos rios pelos produtos químicos usados para refinar a cocaína.
Pastrana enfatizou problema ambiental provocado pelo refino de drogas. ‘‘Eu propus o desenvolvimento de culturas alternativas nas zonas de cultivo ilícito e um rigoroso controle ambiental’’, disse, acrescentando que já recebeu um empréstimo de US$ 100 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento para este fim.
O presidente colombiano enfatizou também que é preciso encontrar uma solução para o problema das guerrilhas em seu País. ‘‘A paz é a primeira batalha para derrotar a droga’’, afirmou. Ele afirmou que está empenhando esforços para a negociação com os dois principais grupos guerrilheiros da Colômbia (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e Exército da Libertação Nacional) e que poderá convidar o Brasil para fazer parte do Grupo de Países Amigos que articulará um acordo de paz.

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