BogotáO presidente colombiano, Andrés Pastrana, pediu ontem que os cidadãos escolham seu sucessor com tranquilidade no domingo, mas reconheceu que em muitas regiões do país há guerrilheiros e paramilitares ameaçando a população, como denunciaram observadores internacionais.
‘‘Vamos derrotar os rebeldes com votos e não com balas. Nosso principal objetivo neste momento é realizar as eleições’’, disse Pastrana em uma entrevista coletiva a correspondentes internacionais na Colômbia.
Pastrana lembrou que os grupos rebeldes ‘‘pediram a abstenção e que eu, como presidente da Colômbia, pelo contrário, peço o voto’’.
Quando questionado pela EFE sobre as ameaças em mais de 500 dos 1.098 municípios do país onde haverá votação no domingo – denúncia de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) –, Pastrana disse que serão adotadas as medidas necessárias e que o compromisso governamental é fazer com que a eleição aconteça.
‘‘Toda a polícia do país está voltada para o processo eleitoral de domingo. Estamos falando de cerca de 212.000 homens trabalhando no ’Plano Democracia’ para que essas eleições aconteçam’’, acrescentou.
Nunca antes na história da Colômbia, observou o presidente, ‘‘votou-se em tantos municípios como em março’’ deste ano, nas eleições para o Congresso.
Pastrana disse que ‘‘queremos e fazemos um esforço para que sejam ampliadas (as eleições) para 93 ou 94 por cento do território’’, alertando que ‘‘em boa parte do país há presença militar ou policial’’.
Ele insistiu em dizer que ‘‘os colombianos poderão exercer livremente seu direito de voto’’.

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