Pastoral conseguiu reduzir drasticamente mortalidade infantil
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de julho de 2001
Da Redação 
A Pastoral da Criança, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nasceu de um projeto feito por Zilda Arns e apoiado pelo Unicef. Implantado inicialmente em Florestópolis, em 1983, onde o índice de mortalidade chegava a 128 mortes a cada mil crianças nascidas vivas, a Pastoral reduziu a mortalidade infantil a 27 por mil.
Presente em mais de 32 mil comunidades, a Pastoral registrou em 1999, uma taxa de mortalidade infantil entre 12 e 17 mortes para cada mil nascidos vivos. A média nacional é de 36 óbitos.
Na concepção de Zilda Arns, que estudou e fez carreira em Curitiba, a fome só dará sinais de erradicação no mundo se os países ricos aceitarem perdoar as dívidas externas das nações mais pobres. Ela não aceita que o Brasil, um País de dimensões continentais com riquezas naturais, continue a dar mostras de miséria.
Além do perdão da dívida externa dos países pobres, Zilda entende que a sociedade não pode ficar de braços cruzados na luta contra o fim da fome e da miséria. A coordenadora da pastoral diz que isso vai ocorrer na medida em que aumentar o engajamento de universidades, organizações não-governamentais e entidades de classe.
Além da indicação ao Nobel da Paz, a Pastoral da Criança vem sendo reconhecida com prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Internacional em Administração Sanitária da Organização Panamericana de Saúde, e Personalidade Brasileira de Destaque, do Unicef.


