O pastor evangélico Caio Fábio negou através de correspondência eletrônica enviada à Agência Estado, que tenha tentado obter vantagem financeira quando se envolveu nas denúncias de que o presidente Fernando Henrique, o ministro da Saúde, José Serra, o governador Mário Covas e o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, que morreu em abril, teriam uma empresa e uma conta secreta nas Ilhas Cayman. O pastor estava no fim de semana na Flórida (EUA) visitando dois filhos que estudam lá. Ele contou sua versão dos fatos e ofereceu como prova de sua lisura a abertura de suas contas bancárias e o rastreamento de todos os seus telefones nos últimos meses.
Caio ressaltou que, ao saber das acusações, levou o assunto ao então candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, e à senadora Benedita da Silva (PT-RJ). Depois, foi procurado pelo vice na chapa petista, Leonel Brizola (PDT), e, mais tarde, conversou por telefone com o candidato do PPS, Ciro Gomes. As conversas foram feitas antes da eleição.
O pastor continuou mantendo em sigilo o nome das pessoas que lhe levaram as denúncias, alegando ter ouvido a história ‘‘em confissão’’. Mas disse que quem primeiro lhe falou sobre o caso, após um culto evangélico, foi ‘‘um profissional da área de mercado de capitais’’, residente na Flórida. Depois ele foi ao encontro do amigo no Hotel Ritz em Fort Lauderdale, na Flórida. Neste momento, de acordo com seu relato, entrou na história um outro personagem: um senhor de 65 anos, que teria pedido dinheiro a Brizola, por telefone, para entregar os documentos.
O pastor nega que tenha tentado vender o dossiê aos tucanos, mas acha que FHC, Covas e Serra devem assinar um documento autorizando que suas contas bancárias sejam abertas. ‘‘Quem não deve não teme, nem treme!’’, alega.

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