A Folha acompanhou recentemente um culto do pastor Pedro Cortez, de Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa), candidato a deputado estadual pelo PPB. Vereador no município pelo terceiro mandato e pastor há 29 anos da igreja ‘‘O Brasil para Cristo’’, ele promove às quartas-feiras a ‘‘Tarde da Bênção’’, acompanhada por aproximadamente 700 fiéis. A pregação dura cerca de duas horas.
Do púlpito, o pastor reza, interpreta, canta, chama pessoas com problemas de saúde para abençoar e fala, sutilmente, sobre política. Ao pedir a oferta, ele diz que, com parte do dinheiro arrecadado, mantém o programa de rádio. ‘‘Quem é que está ouvindo o programa de rádio?’’, pergunta. Muitos fiéis erguem as mãos e ele emenda: ‘‘Vocês já sabem por que eu não estou lá, né? Mas depois do dia 4 de outubro estarei de volta’’, promete.
Fora do ar por determinação da lei eleitoral, que impede candidatos-radialistas e de TV de fazer programas durante a campanha, pastor Cortez sente falta do rádio, mas conforma-se. ‘‘Arrumamos outras formas de conversar com o povo’’, diz ele, que conseguiu transformar fiéis em cabos eleitorais que trabalham gratuitamente para ele. Ele é presidente da igreja no Paraná, que tem cerca de 25 a 30 mil membros, e disse que obteve apoio da convenção estadual das igrejas evangélicas. ‘‘Tomara que essa manifestação seja revertida em voto’’.
No final do culto, os fiéis se aglomeram na saída da igreja para pegar material de campanha de Cortez, principalmente santinhos. ‘‘Todos apóiam. Só aqui na igreja ele tem mais de mil votos, fora os familiares. Muita gente conseguiu várias graças e é uma forma de retribuir. Ele é uma boa pessoa e merece nos representar na Assembléia’’, diz a dona de casa Dolores Acosta. (P.Z.)

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