PASSIVIDADE - Protestos anti-corrupção ficam restritos ao mundo virtual
A sociedade brasileira parece inerte diante dos escândalos de corrupção na política. Nas ruas, os protestos organizados contra a permanência de José Sarney (PMDB/AP) na presidência do Senado, por exemplo, não ganham adesão suficiente a ponto de chacoalhar Brasília. Mas há um outro movimento de reação aos acontecimentos políticos, só que restrito à internet. Usuários da rede mundial de computadores alimentam comunidades virtuais com informações sobre as supostas irregularidades envolvendo o peemedebista. Só as comunidades Fora Sarney e Xô Sarney, inscritas no Orkut, registravam até a última sexta-feira a adesão de quase 7 mil pessoas. Para o cientista político Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília, o efeito dos protestos na internet é zero. Protesto na internet não é movimento social. São só ações individuais organizadas, opina. Para Caldas, ações do tipo na internet não podem substituir os movimentos sociais e refletem a passividade do brasileiro. E passividade do brasileiro é cultural. Brasileiro é desorganizado. Ele só se mobiliza quando percebe um ganho claro e imediato. Campanha salarial, por exemplo. Mas quando o assunto é de interesse público do País não há mobilização, acredita Caldas. Para o cientista político, a passividade ocorre também por conta de uma descrença em relação aos políticos. O brasileiro acha que todo político é corrupto. Um a mais, um a menos, não faz diferença. É uma visão de alguém descrente mesmo.
Se caracterizam pela aglutinação de pessoas com mesmos interesses que trocam experiências e informações no ambiente virtual
Organizações estruturadas com a finalidade de criar formas de associação entre pessoas e entidades que tenham interesses em comum, para a defesa ou promoção de certos objetivos perante a sociedade
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





