Com muitos discursos e participação, mas também com a promessa de se manter um ato sem bandeira partidária e contra a impunidade e a corrupção na política. Assim se define o recém-criado ''Dia da Dignidade Nacional'', dentro do movimento ''Reforma Brasil''. A manifestação acontece amanhã às 15 horas em 13 cidades brasileiras. Em São Paulo e Rio de Janeiro, artistas e celebridades vão comandar o evento. Em Londrina, até ontem, ainda não havia um ''líder''. A passeata começará com a concentração em frente ao Banco Itaú, no Calçadão da Avenida Paraná, com apoio de entidades da sociedade civil organizada e cidadãos interessandos em abraçar a causa.
Os acadêmicos de Direito Ronan Botelho, 21, e Thiago Ávila, 18, e a secundarista Lailan Freitas, 16, estiveram na Redação da Folha para expor a tese do movimento lançado há dois meses na capital paulista e que se alastrou pelos sites de relacionamento da internet. Até um endereço específico foi criado para difundir o movimento, o www.reformabrasil.com.
Botelho destaca que a medida é um basta à onda de denúncias de corrupção que se abateu sobre a política brasileira já há um ano. A referência se baseia nas acusações de mensalão e caixa 2 eleitoral contra membros do governo federal e parlamentares desde junho passado. Há um mês, a série de escândalos culminou na formulação de denúncia de formação de quadrilha contra 40 pessoas, entre deputados da base aliada do governo Luiz Inácio Lula da Silva, ex-ministros, e até empresários. A denúncia foi elaborada pela Procuradoria Geral da República.
''Essa primeira manifestação será o termômetro das próximas. Queremos, dentro da moderação, despertar o eleitor para a conscientização de votar em outubro não podemos só ver o que está acontecendo, precisamos agir'', afirma Botelho. ''Está difícil de escolher alguém para votar; por isso é preciso participar'', pede a estudante.

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