Passagem pelo Dops alerta grupo de direitos humanos
Membros do Grupo Tortura Nunca Mais (GTNM) em Belo Horizonte afirmaram ontem que o nome de Monteiro Filho não está na lista de 444 torturas levantada pela entidade. Apesar disso, o grupo ainda não se decidiu se apóia a nomeação do mineiro. ‘‘O simples fato de ter sido do Dops nos deixa com um pé atrás’’, disse Helena Greco, do grupo. ‘‘Vamos ter de analisar melhor.’’
Considerado um nome isento, Monteiro foi indicado para participar da comissão que investigou, em 1998, delegados envolvidos nas fraudes do INSS. Mas foi dispensado. Na época, a direção da PF alegou que o superintende não poderia ficar afastado por tanto tempo da base. A investigação provocou o afastamento de mais de 60 policiais.
Casado e pai de três filhos, Monteiro Filho é considerado um homem de hábitos simples. É neto e filho de investigadores de polícia. O irmão dele é delegado aposentado. Religioso, costuma dizer que um dos seus orgulhos na carreira é ter sido responsável pelo planejamento da segurança do papa João Paulo II, durante a visita a Belo Horizonte, em 1980.

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