Passagem de ônibus pode virar outra disputa
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba Além das cercas, está formada outra queda-de-braço entre o governo do Estado e a Prefeitura de Curitiba. O problema está no reajuste da passagem do transporte coletivo, que a prefeitura vai elevar de R$ 1,50 para cerca de R$ 1,70 a partir de fevereiro.
O aumento, defendido pela Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), que gerencia o transporte coletivo, pode ser adotado nas linhas da Região Metropolitana o que depende de aval do governo. A postura inicial de Roberto Requião, porém, destoa dos planos da prefeitura. O governador disse ontem pela manhã, durante solenidade no Palácio Iguaçu, que ''não há motivo para reajuste''.
O secretário de Assuntos da Região Metropolitana, Edson Strapasson, adotou um tom mais cauteloso que o governador. Strapasson afirmou, em entrevista à Folha, que os técnicos da secretaria estão analisando números encaminhados pela direção da Urbs. ''Seria precoce afirmar que não vai haver reajuste, assim como seria igualmente prematuro dizer que vai'', declarou o secretário.
De acordo com a prefeitura, a Urbs ainda não fechou o valor exato do aumento da passagem. A companhia aguarda que o sindicato dos motoristas e cobradores, o Sindimoc, fixe qual será o reajuste dos salários, cuja data-base é em fevereiro. Só então as planilhas definitivas serão rodadas. Os salários e o diesel são os fatores que mais pesam no preço. Segundo o presidente da Urbs, Fric Kerin, outro motivo para o aumento está em dois aumentos sucessivos do diesel, que não foram repassados.
Membros do Sindimoc tinham reunião marcada para a tarde de ontem na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), junto com integrantes da Urbs e representantes do sindicato patronal. Mas a reunião foi transferida para este dia 31 porque não compareceram representantes da antiga Coordenação da Região Metropolitana (Comec), hoje incorporada pela Secretaria de Assuntos da Região Metropolitana.
Strapasson disse que a previsão era que sua equipe participasse da reunião. Segundo o presidente do Sindimoc, Denilson Pires, a reivindicação é de reajuste de 15% sobre os salários de R$ 741 para motoristas e R$ 432 para cobradores.


