Pascoal é abandonado por seus advogados e está sem defesa
Agência Estado
De Brasília
Depois de ter sido expulso pelos correligionários do PFL e ter o mandato cassado pela Câmara, o ex-deputado Hildebrando Pascoal, do Acre, foi também abandonado pelos advogados Eri Varela e Pedro Calmon. Os dois, que fizeram a defesa de Pascoal na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, escreveram uma carta ao ex-parlamentar dizendo não caber a eles advogar em acusações que repudiam: o envolvimento com narcotráfico e grupos de extermínio.
A carta dos advogados foi entregue ao ex-parlamentar na cela do 3º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, onde cumpre prisão temporária sob acusação de tráfico internacional de drogas e diversos assassinatos. Na documento, os advogados dizem a Pascoal que o alertaram, durante a defesa na Câmara, que se ele perdesse o mandato não teriam condições de advogar em processos sobre acusações de crimes dolosos contra a vida e ou que envolvessem tráfico de drogas.
Calmon afirmou ontem que o processo descambou para o tráfico de drogas e que Pascoal não vai mais contar com a sua ajuda. Por questões profissionais, Calmon prefere não entrar em detalhes sobre a situação de Pascoal.





