Uma sondagem feita pela Folha com dez partidos na cidade pode ser uma amostra das opções que os londrinenses vão ter nas eleições de outubro. Entre os prováveis candidatos à Assembléia Legislativa, por exemplo, há mais opções de candidatos novos do que de velhos conhecidos na política: 67,74% nunca exerceram mandato eletivo. Já para a Câmara dos Deputados, o número de estreantes e de experientes empatou, salientando que os três representantes da cidade tentarão à reeleição. Na disputa pelo Senado, Londrina deverá ter dois representantes: Alvaro Dias (PSDB), que busca um novo mandato, e Gleisi Hoffmann (PT), que até hoje somente ocupou cargos no Executivo. Todas as candidaturas somente serão confirmadas nas convenções que devem ser realizadas até o dia 30.
O PTB é o partido que mais deve apresentar nomes novos. Entre os seis candidatos da sigla, cinco são novatos e somente Alex Canziani deve tentar mais um mandato.
O PDT também é um exemplo dos que apostam na renovação: os dois nomes para a Câmara Federal e dois para Assembléia são estreantes. O deputado estadual Barbosa Neto - que havia lançado sua candidatura para o Senado - deve buscar à reeleição. ''A renovação é o mote dessa campanha'', disse o deputado. ''A impressão que eu tenho é que existe hoje uma indignação, uma revolta da população com os políticos de modo geral. A tendência é que tenhamos muitas caras novas com sucesso'', avaliou o presidente do PPS em Londrina, Tercílio Turini. Entre os quatro candidatos a deputado estadual do PPS, somente o vereador Paulo Arildo é político. Para a Câmara, além de Turini, o partido deve lançar outros dois nomes.
Apesar de também apostar nos novos nestas eleições, o presidente do PSDB em Londrina, Claudemir Molina, apresentou uma chapa com velhos conhecidos. Para a Câmara dos Deputados, o PSDB sai com Luiz Carlos Hauly e Nitis Jacon. Entre os quatro candidatos à Assembléia está o vereador Roberto Kanashiro. ''Existe um caminho aberto para novas pessoas na política que têm um passado de trabalho, que tem se dedicado à sociedade, porque o povo está cansado dos políticos tradicionais. Os que fizeram bom trabalho serão reconduzidos mas o povo está cansado'', avaliou Molina.
O PT optou por lançar detentores de mandato na tentativa de galgar passos na hierarquia política. Para estadual, o vereador Gláudio de Lima; para federal o deputado estadual e presidente do partido no Estado, André Vargas. ''A medida que as pessoas vão participando e assumindo funções, automaticamente vão se credenciando a outros cargos. Os quadros que o partido tem em Londrina estão principalmente no Executivo e eles têm uma grande tarefa pela frente'', justificou o presidente do partido em Londrina, Antonio Kasprovicz.
Os quatro candidatos para a Assembléia pelo PFL têm experiência em processos eleitorais: Durval Amaral, que tenta à reeleição; o ex-vereador Beto Scaff; o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Otávio Cesário Pereira e o pecuarista Marcos Prochet. O nome para a Câmara Federal do partido é a ex-vice-governadora do Paraná, Emília Belinati.
O PMDB aposta no secretário do Meio Ambiente do Paraná, Luiz Eduardo Cheida, que apesar dos vários mandatos já obtidos, espera inovar a Câmara dos Deputados. Já para a Assembléia Legislativa a legenda deve lançar Elza Correia para a reeleição e três nomes novos.
Segundo o tesoureiro da comissão provisória do PP em Londrina, Roberto Brasiliano, entre os cinco pré-candidatos à Assembléia, estão os experientes Antonio Belinati e Renato Araújo. Para a Câmara, José Janene que sofre um processo de cassação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar e aguarda a tramitação de um pedido de aposentadoria poderá tentar à reeleição. Caso ele não saia candidato, há outras duas opções do partido, uma delas a mulher do deputado, Stael Fernanda Janene.
O PL, comandado pelo vereador Orlando Bonilha, deve ter quatro candidatos a deputado estadual e federal. Bonilha pleiteia a legenda para tentar ir para Brasília enquanto o seu companheiro, o vereador Jamil Janene, deve buscar votos para a Assembléia. ''A repercussão negativa da Câmara Federal em relação aos mensalões tem atingido os deputados. Acredito que as pessoas que colocarem seus nomes para a Câmara poderão ser a novidade do próximo pleito'', avaliou Bonilha.
Já o PCdoB de Londrina, presidido por José Otávio Sanches, não terá candidatos da cidade nestas eleições. Segundo ele, a militância estará unida em torno de uma candidatura de Rolândia para a Assembléia e outra de Curitiba, para a Câmara dos Deputados.

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