Curitiba - Irritadas com a regulamentação da verticalização das alianças, anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as direções estaduais dos partidos recomeçam as articulações. As negociações feitas até agora perdem o valor, e acordos voltam praticamente à estaca zero. Segundo a decisão do TSE, o partido que não tiver candidato à presidência fica livre nos estados. Mas as alianças nacionais precisam ser reproduzidas.
O PFL aguarda a reunião da cúpula nacional do partido, marcada para hoje. Com a indefinição em torno da candidatura à presidência da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o partido não sabe em que palanque vai estar no Paraná. A possibilidade mais consistente, no cenário atual, é uma coligação com o PSDB.
‘‘Se tivermos candidato a presidente aqui não teremos escolha, precisaremos de um nome para o governo’’, comentou o líder do governo na Assembléia Legislativa, Durval Amaral (PFL). O partido não tem nome de consenso para a sucessão de Jaime Lerner (PFL). O deputado federal Rafael Greca e o secretário do Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, são pré-candidatos. Entretanto, nenhum dos dois tem o apoio fechado do partido, nem o aval do governador. Lerner tomou para si a condução do processo sucessório. A preferência do governador é pela candidatura do ex-ministro da Saúde José Serra, mas prometeu apoiar o nome indicado pelo PFL.
O PSDB encomenda em breve uma pesquisa para avaliar o desempenho de seu pré-candidato, Beto Richa, vice-prefeito de Curitiba.
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), aposta que PFL e PSDB –e possivelmente PMDB– serão aliados no Paraná. Na avaliação do presidente estadual do PSDB, Basílio Villani, até a metade de maio o quadro nacional estará definido, liberando as costuras locais. ‘‘Por enquanto, só aumentam as fofocas’’.
O presidente estadual do PTB, Valdir Rossoni, lembra que nenhum dos acordos feitos até agora foi colocado no papel. Por enquanto, o PTB apóia a candidatura de Ciro Gomes (PPS) à presidência, junto com o PDT. ‘‘Se o PTB cair fora, o problema maior é do Ciro Gomes, não do PDT’’, avaliou o deputado Augustinho Zucchi (PDT).

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