Partidos querem mais do que a vaga
Para fechar a coligação com o PMDB ou com o PSB, o PT terá de oferecer muito mais do que a vaga de vice. Os problemas nos Estados são grandes e, em alguns casos, intransponíveis. No Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, por exemplo, é impossível uma aliança entre o PT e o PMDB. Mas a coligação já está fechada na Bahia, onde o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB), um dos principais críticos do governo do presidente Lula, não só vai apoiar, mas também será um dos comandantes da campanha do petista Jaques Wagner ao governo do Estado.
No Amazonas, o PT deve apoiar a candidatura à reeleição do governador Eduardo Braga, do PMDB. Em Rondônia, a senadora Fátima Cleide (PT) será intimada pelo partido a desistir de sua candidatura, sendo forçada a apoiar a do senador Amir Lando (PMDB), aliado do Palácio do Planalto. Em Goiás, há uma negociação para que o vice na chapa do favorito Maguito Vilela (PMDB) seja o presidente do PT regional, deputados Rubens Otoni.
Em Santa Catarina, onde PT e PMDB foram adversários muito duros, o ex-ministro José Fritsch (PT) está sendo forçado a abrir mão de sua candidatura em favor da do peemedebista Luiz Henrique. No Tocantins, o PT vai apoiar a reeleição de Marcelo Miranda, do PMDB.
A coligação com o PSB e com o PC do B também exigirá sacrifícios do PT. Em Pernambuco, por exemplo, o ex-ministro Humberto Costa (PT) pode desistir da candidatura ao governo para apoiar a do também ex-ministro Eduardo Campos (PSB). Juntos, eles poderiam bater o candidato do PFL ao governador, Mendonça Filho. Em Brasília, a ex-vice-governadora Arlete Sampaio (PT) é que deve ser obrigada pelo partido a desistir de sua candidatura, para reforçar a do ex-ministro Agnelo Queiroz (PC do B).





