Faltando pouco mais de 60 dias para encerramento do prazo das filiações partidárias de quem vai se candidatar no ano que vem, a FOLHA procurou os presidentes dos partidos de Londrina que lançaram candidatos a prefeito em 2012 – PSD, PP, PT, PMDB, PSOL e PDT – e todos afirmam que vão repetir a dose na disputa pelo Executivo. Atualmente, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e o deputado federal Marcelo Belinati (PP) aparecem liderando as sondagens, mas o PT garante que colocará um representante na campanha e descarta apoiar outro partido na majoritária.
Nesta fase de "garimpagem", as legendas intensificam as campanhas para atração de novos integrantes e o diálogo entre elas para possíveis composições. Chapa pura nas últimas eleições, com o discurso sobre uma nova visão na política, desta vez o PSD trabalha para ter base de apoio, conforme o seu presidente Christian Schneider. "Na majoritária o objetivo é ter coligação", confirmou, defendendo aproximações "selecionadas e sem barganhas". Questionado quem será o candidato, Schneider esquivou-se. "Com certeza o PSD terá candidato a prefeito. Sobre a reeleição, aí é opção do prefeito que decidirá o seu caminho no momento apropriado."
No PP, o presidente Fernando Nicolau confirmou o deputado Marcelo Belinati como o "pré-candidato" da legenda ao Executivo. O partido, que tem como principal liderança estadual o deputado federal Ricardo Barros (PP), foi cabeça de chapa da maior coligação das últimas eleições municipais, com 14 siglas. Nicolau informou que nas proporcionais, serão apresentados muitos candidatos novos. "De lá pra cá, bastante gente saiu e muita gente entrou no partido, então teremos muitos nomes novos para a disputa. Estamos articulando para ter a chapa completa nas disputa pela Câmara de Vereadores."
Depois de uma plenária neste fim de semana, o PT montou um grupo de trabalho interno para a "largada do partido rumo às eleições 2016", informou o presidente Gerson da Silva. "Já está definido que nós vamos ter candidato." Nessa perspectiva da candidatura própria, resta agora ao PT encontrar o consenso internamente. Por enquanto, estão na linha de frente a ex-ministra Marcia Lopes, o advogado Carlos Scalassara, o sindicalista Denilson Pestana e o médico Odarlone Orente. A vereadora Lenir de Assis, embora cogitada, pretende tentar a reeleição.
Gerson da Silva negou que o PT esteja em crise e não acredita que a operação Lava Jato, que levou à cadeia o ex-deputado André Vargas (sem partido), que por muito tempo foi uma liderança petista na região, vá prejudicar os planos. "Apesar dessa propalada crise, temos filiações o tempo todo, inclusive de jovens. Estamos torcendo para haja financiamento privado de campanhas. Aí vamos voltar às nossas origens, pois vai favorecer os partidos com militância e nisso somos fortes."
O PMDB, que disputou a prefeitura com o ex-deputado Luiz Eduardo Cheida em 2012, quer tentar de novo. Por enquanto, porém, não tem um nome. Segundo o presidente João Mendonça (PMDB), "estamos sempre de portas abertas para conversar com outros partidos, pois não se trata de uma questão fechada (a candidatura própria)". Ele admite que a legenda poderá aparecer apoiando "um candidato que esteja afinado com as nossas propostas". Peemedebistas têm bom relacionamento com o prefeito Kireeff. Mendonça, que faz parte do grupo ligado ao senador Roberto Requião (PMDB), informou que será realizado um almoço de filiação no dia 15 de agosto. "Estamos convidando pessoas de vários segmentos para se filiarem ao PMDB."
A presidente do PSOL, Patrícia de Oliveira Santos, afirmou que a frente de esquerda quer se unir novamente (com PCB e PSTU) para disputar a prefeitura. "No cenário atual, de insatisfações com os governos federal e estadual, o PSOL foi o partido que mais cresceu." Ela disse que vários seminários estão definidos durante o período pré-eleitoral para debater o programa de governo da esquerda. O PDT ainda não definiu o futuro depois da saída do ex-prefeito Barbosa Neto.

mockup