Partidos procuram os traidores do Congresso
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
Um dia depois da mais acirrada eleição para o comando da Câmara e do Senado, PFL e oposição contam os traidores em troca de cargos na Mesa Diretora. Sem alarde, o PFL contabilizava os que abandonaram o barco do líder Inocêncio Oliveira (PE) para apoiar o vitorioso Aécio Neves (PSDB-MG). Na outra ponta, integrantes do bloco de oposição no Senado identificaram dois desertores que, na última hora, votaram no candidato Jader Barbalho (PMDB-PA) em vez apoiar o senador Jefferson Peres (PDT-AM).
Foi o dia nacional da traição, mas, se nos preocuparmos em fazer caça às bruxas, o partido arrebenta, afirmou o deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), um dos coordenadores da campanha pefelista. Oliveira também não passou recibo. Ao ser cumprimentado ontem à tarde no plenário da Câmara pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, ele afirmou que não foi traído pela bancada e procurou amenizar a crise. O comando pefelista estima de 20 a 30 traidores nas fileiras.
O bloco PFL-PST detinha 105 votos e Oliveira saiu da batalha com minguados 117, quando esperava, no mínimo, 160. Mas Oliveira também ganhou com pequenas dissidências. No PPB, o líder Odelmo Leão (MG) fechou o apoio a Neves. O PSDB cedeu a vaga da primeira secretaria da Mesa, que, pela proporcionalidade, seria do PSDB, para o PPB. Mas a bancada de 48 parlamentares do PPB se dividiu.
No Senado, a rede de intrigas também foi dramática e teve como principal alvo a oposição. Senadores do PT, PDT e PPS juraram fidelidade a Peres, mas na abertura das urnas, a surpresa: ele teve apenas 12 votos, quando esperava 14.


