Partidos pedem cassação de senador Luiz Estêvão
Agência Estado
De Brasília
A representação pela cassação do mandato do senador Luiz Estêvão (PMDB-DF), recebida ontem pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), aponta 12 fatos constatados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário no Senado em que o parlamentar teria infringido as regras do decoro. As descobertas foram feitas nas investigações do desvio de R$ 169 milhões dos R$ 263 milhões repassados às obras do Fórum trabalhista de São Paulo. O documento é assinado por líderes de sete partidos de oposição.
ACM anunciou que vai ouvir os líderes sobre o assunto e esperar o parecer jurídico do Senado. O senador admitiu a possibilidade de o processo, se aceito, ser incluído na pauta de votação da convocação extraordinária.
Com base num parecer do ex-senador Josaphat Marinho (PFL-BA), o líder do PMDB no Senado e presidente nacional do partido, Jáder Barbalho (PA), defendeu ontem que, no momento, a representação é um arbítrio porque contraria os procedimentos propostos pela CPI. A quebra de decoro não foi objeto das conclusões da CPI, ressalvou.
Presente no plenário, Estêvão disse que se surpreendeu pela iniciativa dos partidos de oposição. Segundo ele, a iniciativa competiria apenas à CPI. Ele foi acusado pela comissão de enriquecimento ilícito, falsidade ideológica e provocar danos ao erário, com base no fato de ter recebido cerca de US$ 45 milhões do grupo Monteiro de Barros, responsável pelas obras do fórum.





