Partidos negam busca por cargos
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segunda-feira, 14 de outubro de 2002
Marcos Espíndola<BR>Reportagem Local 
Um ímpeto altruísta parece tomar conta dos caciques dos principais partidos que atuam na órbita das candidaturas Roberto Requião (PMDB) e Alvaro Dias (PDT). Lideranças do PT, PPS, PMDB, PDT, PPB e PTB coincidentemente adotam o mesmo discurso nesta reta final da campanha ao negar que o apoio esteja condicionado a um possível loteamento de cargos. Mas nos bastidores das alianças não faltam os acenos.
O candidato a vice-goverandor pelo PMDB e um dos articuladores da campanha, o deputado estadual Orlando Pessuti (PMDB), garante que não houve nenhum acerto visando uma possível composição de governo para a adesão do PT e do PPS à candidatura, mas considera ser legítimo que ''aqueles companheiros que estiveram juntos na campanha, estarão juntos no governo''.
Pessuti, que participou das conversações com o PT e o PPS e que definiram o novo leque de alianças do PMDB, adianta que nenhuma das siglas fez exigências quanto aos cargos. ''O que o PT e o PPS querem é participar e aprimorar o programa de gonverno'', disse Pessuti. Até o momento, garante Pessuti, não se discutiu cargos, pois a prioridade é a consolidação da vitória de Lula e Requião no Paraná. ''Não só o PT e o PPS têm excelentes quadros para compor um governo, como os demais grupos de apoiamento que estão se juntando a nós'', ressalta Pessuti.
Embora não haja qualquer acerto formal é do interesse do PMDB manter este apoio após as eleições. ''Tanto Requião quanto o Alvaro não terão maioria na Assembléia. Após as eleições, vem outra etapa importante que é a garantia da governabilidade e o PT será o fiel da balança'', disse um integrante da coordenação da campanha peemedebita.
O PT, a partir da nova legislatura contará com uma bancada de nove deputados, quase 17% do total de cadeiras na Assembléia. ''O PT não discute nesse momento participar de governo'', avisa o presidente estadual do PT, André Vargas. Ele explica que o apoio para a eleição de Requião é incondicional e só discutirá uma participação em um governo do peemedebista se o partido for formalmente convidado.
O PPS também aderiu à nau peemedebista levando apenas alguns pontos do seu programa de governo, como a reforma administrativa do estado. Segundo o presidente do PPS no Paraná, Rubens Bueno, o apoio do partido é ''programático''. Ele reconhece que, em caso de vitória de Requião, pelo menos na Assembléia Legislativa - onde o PPS contará com 3 deputados -, a idéia é manter o bloco de apoio. ''Não há porque ajudá-lo (Requião) a vencer a eleição e não dar sustentação para que os programas avancem'', revela Bueno.


