Partidos negam acusações
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de setembro de 2004
Agência Estado 
Brasília O secretário-geral do PTB, deputado Luiz Antônio Fleury Filho (SP), acusa o PSDB de estar por trás das acusações de que haveria um acordo entre PTB e PT, envolvendo cargos federais e uma ajuda de R$ 10 milhões da direção petista a candidatos petebistas nas eleições municipais. ''Essa história fantasiosa só pode ser coisa dos tucanos que querem prejudicar a candidatura da Marta (Suplicy, prefeita de São Paulo) e desmoralizar o PT e o PTB'', protestou Fleury, ao tomar conhecimento das denúncias do suposto acordo publicadas pela revista Veja, no sábado.
A reportagem diz que, para ter o apoio do PTB, o PT ofereceu cargos como as superintendências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em São Paulo e em Goiânia , material de campanha e R$ 150 mil a cada deputado federal. O acordo não vinha sendo cumprido, segundo a Veja, e, por isso, os petebistas estariam querendo o rompimento.
O PT também nega qualquer acerto com o PTB envolvendo dinheiro. ''Fizemos um acordo político'', disse o presidente nacional do partido, José Genoino, por meio da assessoria. Segundo Genoino, as reuniões entre ele e o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, trataram apenas e estritamente de apoio político-eleitoral nas cidades em que os dois partidos se aliaram.
Ele negou também que o chefe da Casa Civil, José Dirceu, tenha participado de negociações com Jefferson, uma vez que as discussões entre os dois partidos teriam sido feitas pelas direções executivas do PT e do PTB. ''Nunca houve reunião entre Dirceu e Jefferson'', declarou.
O presidente do PT negou ainda que qualquer aliança tenha implicado em apoio material, seja em dinheiro seja em material de campanha. ''O PT nunca poderia ajudar os aliados porque não consegue ajudar o próprio PT'', disse, alegando falta de recursos para a campanha do partido.
Genoino, no entanto, negou-se a classificar a reportagem da ''Veja'' como inverídica. ''Não vou opinar sobre a revista porque não é minha tarefa'', respondeu. Ele disse
ainda que só comenta notícias que tenham ''CPF, RG e endereço'', numa referencia ao fato de que a reportagem cita apenas fontes em off.


