Apenas 74 mulheres registraram no TRE disposição de concorrer às eleições de outubro - menos de 10% do total -, das quais 52 disputam a Assembléia Legislativa e 22 a Câmara Federal. Os números estão bem abaixo do percentual de 25% das vagas reservado pela lei da deputada federal Marta Suplicy (PT-SP) e que nas próximas eleições subirá para 30%.
O PDT é a sigla que mais lança mulheres nesta campanha - 13 ao todo. O PPB fica em segundo lugar, com dez representantes e o PT, em terceiro, com nove.
Sete partidos ‘nanicos’ não lançam nenhuma mulher: o PSN, o PRN, o PT do B, o PMN, o PTN, o PRP e o PAN. Das grandes siglas, PFL e PSDB não conseguiram nenhum nome para a Câmara Federal.
Integrante da executiva estadual do PDT, o advogado Valmor Stédile disse ontem que ‘‘não foi nada fácil’’ para convencer as mulheres a concorrer. ‘‘É difícil trazê-las para a militância, mas conseguimos dar um equilíbrio, conseguindo nove candidatas à Assembléia e quatro à Câmara dos Deputados’’, contabilizou.
Concorrendo à Câmara Federal, a deputada estadual Irondi Pugliesi (PPB) aguarda um levantamento do TRE da eleição de 94 para verificar se houve evolução na participação feminina no Paraná. ‘‘Acho que conseguimos avançar’’, acredita. A deputada entende que os maiores culpados pelo não preenchimento das vagas foram os partidos.
‘‘A mentalidade dos dirigentes ainda é muito masculina. Não houve incentivo para a filiação de mulheres’’, pondera. Segundo Irondi Pugliesi, a lei Suplicy deve ser cumprida na integralidade nas próximas eleições. Ela destaca como item positivo a resistência, neste ano, das mulheres que se recusaram a ser ‘laranjas’ nas chapas. ‘‘Quem viu que não tinha condições de concorrer não se expôs’’, comenta a deputada. (L.D)

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